Os crimes, as prescrições e os advogados: julgamento da Operação Marquês será retomado terça-feira
Após três semanas de interrupção devido a nova renúncia de um advogado do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
Após três semanas de interrupção devido a nova renúncia de um advogado do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
Este julgamento decorre em processo separado do caso Operação Marquês. O ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos vai agora ser julgado por um único crime de branqueamento de capitais, depois de o juiz ter considerado que o de fraude fiscal prescreveu.
Três administradores disseram que Ricardo Salgado tinha influência direta na gestão que Granadeiro e Bava faziam na PT. Juiz desvalorizou porque eram só achismos. Mas não fez o mesmo com outra testemunha que também "achava".
A maior empresa portuguesa terá sido utilizada num jogo de conveniências do GES, a quem deu mais de 8,4 mil milhões de euros durante 14 anos. Pelo meio houve muitas comissões. Até à próxima sexta-feira, dia da decisão do juiz Ivo Rosa, a SÁBADO vai publicar vários textos que retratam o essencial da acusação e das defesas dos arguidos.
O juiz Ivo Rosa determinou o adiamento por tempo indeterminado, considerando que não faz sentido manter as sessões marcadas para o final de março devido à imprevisibilidade da pandemia.
Além do ex-primeiro-ministro José Sócrates são também arguidos acusados Ricardo Salgado, Carlos Santos Silva, Armando Vara, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, entre outros.
"Há explicações que justificam que se leve a julgamento os arguidos sob pena de haver uma rutura dos cidadãos na Justiça", alegou Rosário Teixeira.
O Ministério Público teme que o ex-governante e dirigente da Caixa dissipe os seus bens. No âmbito da Operação Marques foi deduzido um pedido de indemnização cível de 1,47 milhões de euros pela alegada fuga ao fisco.
José Sócrates pediu para depor nesta fase processual.
Relatório comunicava a existência de transferências suspeitas de Carlos Santos Silva para a conta da mãe do antigo primeiro-ministro, que a acusação apelida de "conta de passagem"
Relatório comunicava a existência de transferências suspeitas de Carlos Santos Silva para a conta da mãe do antigo primeiro-ministro, que a acusação apelida de "conta de passagem".
A fase de instrução da Operação Marquês inicia-se segunda-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, e será dirigida pelo juiz Ivo Rosa.
Arguidos como José Sócrates, Carlos Santos Silva e Armando Vara invocaram nulidades e refutaram os crimes económico-financeiros de que estão acusados.
Defesa do antigo primeiro-ministro e de Armando Vara pretendiam que o juiz fosse ouvido durante a fase de instrução da Operação Marquês. Ivo Rosa já anunciou por despacho que "por ora" não é preciso que o magistrado testemunhe.
Defesa do antigo primeiro-ministro e de Armando Vara pretendiam que o juiz fosse ouvido durante a fase de instrução da Operação Marquês.
Defesa do antigo primeiro-ministro e de Armando Vara pretendiam que o juiz fosse ouvido durante a fase de instrução da Operação Marquês. Ivo Rosa já anunciou por despacho que "por ora" não é preciso que o magistrado testemunhe.