Dois terços dos eucaliptos ardidos ausentes das estatísticas dos fogos
A Quercus recomenda a retificação urgente da forma de análise, para garantir a identificação correta das espécies florestais.
A Quercus recomenda a retificação urgente da forma de análise, para garantir a identificação correta das espécies florestais.
"Os incêndios que sofremos este ano também os sofreu Portugal e, portanto, vamos propor ao Governo português e ao Governo francês que possamos trabalhar conjuntamente nesse pacto de", afirmou Pedro Sánchez.
Fogos continuam ativos e ainda não há um balanço dos prejuízos.
Emissões dos fogos que queimaram cerca de 500 mil hectares bateram recordes em Espanha.
Espanha enfrenta há semanas uma das maiores ondas de incêndios de que há registo no país. Segundo o Governo, houve 113 grandes fogos nos últimos dois meses.
Assinala-se unicamente uma melhoria na Europa Central, estando a humidade do solo e o estado da vegetação a voltar ao normal na Alemanha, Suíça, Áustria e República Checa.
É em Castela e Leão que há 12 povoações desalojadas, afetando 711 pessoas.
Quatro países superam também já o recorde anual anterior de área ardida - Espanha, Chipre, Alemanha e Eslováquia.
Incêndio que começou em Trancoso e que entrou em resolução apresenta uma área ardida de 49.324 hectares, já o fogo que começou em Arganil e que continua ativo, consumiu, pelo menos, 47.432 hectares.
Os incêndios têm coincidido com uma onda de calor de 16 dias em Espanha, que os serviços meteorológicos do país apontaram que deverá terminar hoje.
"2022 já é um novo recorde": a área mais afetada pelos incêndios é a Península Ibérica, quanto a países, Espanha e a Roménia são os mais afetados enquanto Portugal está em terceiro lugar.
Portugal é já o país com maior percentagem de área ardida na Europa. Mais de 1.500 bombeiros combatem o incêndio que lavra na Serra e o Ministério Público vai investigar origem do fogo que começou há uma semana.
Espanha, Roménia e Portugal são os países da União Europeia com mais área ardida. Já arderam mais de 600 mil hectares na Europa este ano.
Os incêndios florestais consumiram este ano mais de 38 mil hectares, cerca de 25.000 dos quais na última semana.
Pelo menos 35 mil hectares e centenas de casas já arderam, num incêndio que conta com uma frente principal de cerca de 30 quilómetros.
Números do ICNF indicam que cerca de metade dos incêndios florestais que deflagraram até 15 de julho e que foram investigados tiveram origem em queimadas e queimas.