Políticas de Trump empurram população mundial para o lado da China
Maioria dos europeus não considera os EUA um aliado confiável, aponta sondagem. Maioria da população mundial vê Pequim como "aliada".
Maioria dos europeus não considera os EUA um aliado confiável, aponta sondagem. Maioria da população mundial vê Pequim como "aliada".
O presidente norte-americano tem a intenção de interferir ativamente nas eleições europeias, direcionar as relações transatlânticas em direções a valores mais conservadores e juntar os líderes populistas no tema da liberdade de expressão.
"O compromisso de 5% pode muito bem ter o mesmo destino que os de 2%, em que alguns aliados cumprem o objetivo enquanto outros ficam aquém", diz membro da NATO.
Os portugueses demonstraram-se menos preocupados sobre uma eventual invasão russa do país (54%) e o desmembramento da UE ou da NATO (65% e 66%, respetivamente).
Em Portugal percentagem é ainda mais baixa - 18%, mostra o último inquérito do European Council on Foreign Relations. Portugal é dos mais pessimistas em relação à reeleição de Trump, com 58% a considerarem que será má para a paz no mundo.
A previsão é de um relatório do European Council on Foreign Relations. Politólogo André Freire concorda, mas diz que direitas não são todas iguais. Europeias servem "para mandar mensagens aos governos nacionais".
Em Portugal, Itália e França, as pessoas são as mais preocupadas com o impacto da guerra no custo de vida e nos preços de energia.
Relatório revela que em Portugal, 73% afirmaram que as suas perceções sobre os EUA tinham piorado" e a maioria, mesmo entre os 21% que afirmaram não ter pior opinião dos EUA, "querem mais cooperação ao nível da UE".
64% dos inquiridos portugueses disse considerar a corrupção como "um problema significativo para Portugal", enquanto 41% falou nesta como uma "questão importante na Europa Central e Oriental".
O documento destaca que quase 92% dos eleitores europeus inquiridos acham que irão perder se a UE entrar em colapso.
É com este pano de fundo que se devem analisar, por ex., as posições alemãs face à 2ª Guerra com o Iraque; o reconhecimento unilateral da Eslovénia e da Croácia e a recusa em participarem no recente ataque à Líbia
Um grupo de 50 economistas, ex-chefes de governo e ex-ministros, entre os quais os portugueses Teresa Patrício Gouveia e António Vitorino, apelaram esta quarta-feira aos líderes europeus para serem mais flexíveis perante a Grécia, num manifesto publicado na internet.