Setor do turismo acredita em verão positivo mas mais exigente
Tendo em conta a evolução da atividade no mês de junho e o contexto de instabilidade e aumento de preços.
Tendo em conta a evolução da atividade no mês de junho e o contexto de instabilidade e aumento de preços.
No agregado dos quatro meses de verão, o Algarve conquistou um preço médio mais elevado, na ordem dos 206 euros, enquanto a Madeira levou o galardão da ocupação, com uma taxa de 91%.
O preço médio praticado na hotelaria durante aquela semana também não atingiu as expetativas previstas, tendo sido de 221 euros na cidade de Lisboa (face aos 225 euros perspetivados) e de 196 euros na AML (face a 219 euros esperados).
Os patrões têm-se queixado de que não há quem trabalhe em hotéis e restaurantes. Um dirigente do Sindicato da Hotelaria escreveu uma carta aberta a Cristina Siza Vieira, da AHP, e Ana Jacinto, da AHRESP, a explicar porquê.
Sobre a hipótese de poder tomar decisões que beneficiem o negócio do irmão (no caso, o turismo em zonas do Interior), o governante diz à SÁBADO que não há qualquer conflito de interesses e que a sua imparcialidade não está em causa.
Além disso, os grupos hoteleiros com várias unidades admitem encerrar 56% dos seus estabelecimentos também até ao final do ano.
Sobre a possibilidade de alguns desses hotéis fecharem definitivamente as portas, devido a falência das empresas hoteleiras, responsável da associação de hotelaria disse que em mais de 90% dos associados essa questão não se coloca.
A estimativa é da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que fala de um "ano perdido" para o setor.
A região norte do país é a que regista o maior número de intenções, com 18 novos hotéis em 2020 e cinco remodelações. Para Lisboa estão previstos 14 novos hotéis.
Há grupos hoteleiros no Algarve com valores em dívida bem mais altos, mas que na sua "maioria tinham seguros de crédito".
Proprietários, inquilinos e setor da hotelaria traçam o retrato da cidade.
Pela primeira vez, os operadores hoteleiros e da restauração em Portugal apontam "a escassez de recursos humanos como constrangimento ao crescimento do negócio". Não falta apenas pessoal qualificado. Faltam trabalhadores.
A diretora executiva da Associação de Hotelaria de Portugal disse hoje existir uma "elevada taxa de mortalidade" entre a previsão de novos hotéis e o seu nascimento, dando como exemplo a abertura de apenas 42% dos estimados para 2018.
A saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) é cada vez mais apontada como constrangimento à sustentabilidade/crescimento dos hotéis, segundo um inquérito a profissionais do sector, que também destacam Setembro como o mês forte do ano.
A taxa de ocupação da hotelaria portuguesa recuou 2,2 pontos percentuais neste verão face ao período homólogo, para 84%, mas o preço médio por quarto ocupado e disponível aumentou 7% e 4%, respectivamente, divulgou hoje a associação sectorial.