Dois anos de Amadeu Guerra na PGR: os inquéritos que marcam o mandato à frente do MP
Do Monte Branco à Operação Influencer.
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O Ministério Público realizou buscas na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da Polícia Judiciária.
O chefe do Governo acrescentou, em seguida, que "perante denúncias, perante suspeitas, perante queixas", tudo deve ser investigado.
Em causa estarão as escutas ilegais no caso de Rui Pinto.
Os novos apoios aos trabalhadores, o assalto ao gabinete do Chega ou as novas revelações do Football Leaks estão entre as manchetes desta quarta-feira
Arif Efendi contou que a Polícia Judiciária equipou o seu sócio, Nélio Lucas, com aparelhos “ocultos”. O Ministério Público investiga o atual diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, por crimes de falsas declarações e abuso de poder.
Vigilância policial poderá ter incluído escutas ambientais que não teriam sido autorizadas.
Na semana passada, o Ministério da Justiça disse que o valor abrangia mais processos do que o do atrelado apreendido, contrariando o que o ministro da Administração Interna e ex-diretor nacional da PJ, Luís Neves
Em tribunal, Carlos Cabreiro e outros inspetores da PJ garantiram não ter existido escutas ambientais.
Carlos Cabreiro foi acusado de mentir sobre a realização de escutas não autorizadas no âmbito do processo Football Leaks.
Em causa está uma queixa apresentada na Procuradoria-Geral da República onde o atual diretor da PJ é acusado de ter prestado um falso testemunho sobre escutas feitas no processo Football Leaks.
Carlos Cabreiro é um dos nomes apontados numa denúncia enviada ao Procuracurador-geral da República por crimes de falsidade de testemunho e abuso de poder. O caso envolve o “hacker” Rui Pinto e o processo “Football Leaks”, no qual há suspeitas de que a PJ tenha gravado uma conversa sem autorização de um juiz.
Em causa estão uma obra numa propriedade de Luís Neves no Alentejo, realizada por uma empresa que tinha sido contratada pela PJ, e pela descoberta, na mesma Construbarcelos, de um atrelado que tinha sido apreendido no âmbito de uma operação contra o tráfico de droga.
O chefe do executivo insistiu que quando há dúvidas elas devem ser desfeitas e é isso que o Governo está a fazer "com tranquilidade, serenidade e confiança".
O dirigente defendeu ainda que a imagem da PJ "não fica manchada" pelas polémicas em torno de decisões tomadas pelo seu antecessor, Luís Neves
Os liberais consideram que "estas questões não foram até à data cabalmente esclarecidas" e que "a recente conferência de imprensa do Diretor Nacional da Polícia Judiciária à data, Dr. Luis Neves" ficou "longe de esclarecer estas questões".