OE2027: Professores pedem mais investimento na Educação e valorização da carreira
O Governo prevê uma verba de €7.787,9 milhões para a educação, o que representa um reforço de 1,5% em relação ao ano passado.
O Governo prevê uma verba de €7.787,9 milhões para a educação, o que representa um reforço de 1,5% em relação ao ano passado.
FNE admite vantagens pedagógicas na integração, mas avisa que a reforma não pode servir para colmatar a falta de professores nem reduzir contratações. A federação exige negociação prévia e garantias de melhores condições para docentes e alunos.
Quase metade dos alunos (44%) reconhece que a falta de professores afeta a qualidade do seu ensino.
Organização pretende "mais transparência", informação atualizada e partilha dos dados disponíveis.
O objetivo da Federação Nacional da Educação é definir "regras claras, transparentes e previsíveis para a remuneração da classificação de provas, reapreciações, análise de reclamações e restantes tarefas associadas à avaliação externa".
A federação defende que "o verdadeiro reconhecimento" passa por melhores condições de trabalho, planeamento, organização e prevenção de situações de sobrecarga.
Primeiro-ministro falou no Centro Cultural Artikuss de Sanem, no Luxemburgo, onde hoje se juntou à visita do Presidente da República ao país.
"O processo de colocação é complexo, é pouco transparente", afirmou o ministro da Educação.
Alguns desses docentes chegam a gastar "250 euros mensais em combustível" para chegar ao local de trabalho.
Fernando Alexandre revelou ainda que em maio deverá ser apresentado um programa que prevê que cada aluno tenha um tutor de Inteligência Artificial.
No ano passado "havia 164 horários sem professores atribuídos, e agora há mais de três mil", alertou José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof.
Mais de 90% dos inquiridos na consulta nacional, promovida pela Federação Nacional da Educação (FNE) e pela Associação para a Formação e Investigação em Educação e Trabalho (AFIET), consideram trabalhar muito para aquilo que recebem e entendem que os salários não estão ao nível das qualificações e competências exigidas.
O ministro da Educação apresentou às 12 organizações sindicais que representam os professores a proposta de alteração ao apoio atribuído a professores deslocados.
Poucos professores aposentados a regressarem ao ativo e a baixa adesão à especialidade de Medicina Geral e Familiar, mostram que as medidas apresentadas não estão a surtir o efeito desejado. Sindicatos defende outras soluções.
A federação considera que a proposta para minimizar a falta de professores nas escolas melhorou, mas que deveria ter "ido mais longe".
Estes professores "não conseguiram obter colocação, mesmo tendo concorrido a todas as vagas disponíveis nos 63 Quadros de Zona Pedagógica e a um número significativo de escolas", refere a FNE.