Os
dados apresentados por Vera Gonçalves, retail client director da
Worldpanel by Numerator, numa conversa com Soraia Franco Leite, corporate
affairs director da DECO PROteste, revelam que 32% dos inquiridos já fazem
um esforço para evitar produtos com açúcares adicionados. Ao mesmo tempo,
procuram mais opções com baixo teor de açúcar ou alternativas como a estévia,
sugerindo uma adaptação de hábitos e um compromisso entre saúde e prazer.
A
redução do consumo de produtos ultraprocessados é outra grande tendência, mais
vincada em Portugal do que no resto do mundo. O estudo destaca também a
importância do fresco e do caseiro: em casa, 84% dos portugueses continuam a
dar prioridade às refeições caseiras e 80% preferem cozinhar com produtos
frescos e naturais.
Fora
de casa, observa-se uma maior consciência no consumo de álcool, acompanhada
pelo aumento do consumo de bebidas sem álcool, como a cerveja, e pela intenção
de reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas.
Procura
de suplementos alimentares aumenta
A
preocupação com a prevenção de problemas de saúde também se reflete na procura
de suplementos alimentares. Cerca de 67% dos portugueses consideram-nos um bom
investimento, com os probióticos, multivitamínicos e reforços do sistema
imunitário a liderar as preferências.
O
estudo revela, no entanto, que as decisões de compra são hoje, em muitos casos,
mais influenciadas pelos conteúdos das redes sociais do que por informação
precisa sobre os produtos ou as necessidades específicas de quem os vai usar.
Ainda assim, a maioria procura uma segunda fonte de informação antes de
comprar.
DECO
PROteste sugere selo de qualidade alimentar
Soraia
Franco Leite defendeu a criação de um selo de qualidade alimentar, considerando
que “seria uma excelente ajuda para guiar o consumidor no momento da compra”. A
responsável alertou também para a procura crescente de suplementos alimentares,
sublinhando que “nada funciona sem o acompanhamento de uma alimentação saudável
e da prática de exercício físico”.