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Chega insiste na descida da idade da reforma e do IVA dos combustíveis

Lusa 06 de novembro de 2026 às 20:04
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Partido propôs o congelamento em 66 anos e nove meses no próximo ano.

O Chega vai insistir na descida da idade da reforma, propondo o congelamento em 66 anos e nove meses no próximo ano, e voltar a propor a redução do IVA dos combustíveis.

O presidente do Chega, André Ventura
O presidente do Chega, André Ventura CARLOS M. ALMEIDA / EPA

Falando aos jornalistas na Assembleia da República, no último dia para entrega das propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), André Ventura indicou que o partido vai apresentar cerca de 600.

O partido insiste na "descida do IVA dos combustíveis, como forma de recompensar o sufoco que a maior parte das famílias tem tido" e no "início da trajetória da descida da idade da reforma", pretendendo garantir que "em 2017 não há, por exemplo, uma atualização no aumento da idade da reforma como aconteceu este ano".

Questionado sobre o custo que este congelamento representaria, o presidente do Chega estimou "um impacto muito reduzido orçamentalmente", de "menos de 0,1%".

"Compreendemos perfeitamente a margem orçamental em que estamos, não estamos a querer fazer tudo numa hora, nem num dia, nem num ano. Estamos a querer que se comece a dar o sinal de que a idade da reforma não deve continuar a aumentar e que, no próximo ano, não deve ser aplicado", defendeu.

Questionado sobre as propostas de outros partidos para aumentar o valor das pensões, André Ventura disse que, "tendencialmente, o Chega viabilizará todos os aumentos de pensões colocados dentro da margem de responsabilidade orçamental", mas disse que ainda terá de analisar cada documento em concreto.

No que toca ao aumento do preço dos alimentos, o Chega propõe o aumento do subsídio de refeição, mas não especifica um valor.

"No caso da Administração Pública especificamente, seja criado um cartão de refeição que atualize, ou seja, que vá acompanhando os preços de inflação em matéria de alimentação, e que no setor privado tenhamos uma indexação também desse aumento de apoio àquilo que vai ser do aumento do custo dos bens alimentares", indicou.

No OE2027, o Chega volta a insistir também na descida do IVA dos combustíveis, propondo que seja temporária e vigore "enquanto se mantiver a crise dos combustíveis".

"Isto era a melhor solução, é a única que nos parece estável e adequada a que as pessoas sintam na carteira uma descida do preço dos combustíveis", sustentou.

Na habitação, o Chega quer o regresso das deduções em IRS dos juros dos créditos à habitação, até 1200 euros, e o aumento para 25% da dedução do valor das rendas.

Ventura disse que o partido pediu à UTAO uma avaliação do custo das suas medidas e referiu que estima que "estas medidas estejam dentro do saldo orçamental que o Governo estima", argumentando que "em muitas destas medidas há até um incremento de receita, por exemplo, na dinamização do mercado de arrendamento".

"O Chega estima que estas propostas são acauteláveis sem gerar um défice orçamental", disse.

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