Nos primeiros oito meses deste ano, foram consumidos pelo fogo cerca de 67 mil hectares em todo o país. Número compara com 254 mil hectares queimados no ano passado. Chuva e as temperaturas amenas em agosto foram determinantes.
Até ao final de agosto, a área ardida em Portugal caiu 74% face ao ano passado, avança o Diário de Notícias nesta quinta-feira, citando dados do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). Os dias de chuva registados em agosto foram determinantes para evitar incêndios rurais e, assim, diminuir a área ardida nos primeiros oito meses do ano.
Bombeiros fazem o rescaldo em Massadas, no concelho de Águeda, após a passagem do incêndio que começou ontem em VouzelaPaulo Novais/Lusa
Os dados ainda provisórios do ICNF revelam que, até 31 de agosto, foram consumidos pelo fogo cerca de 67 mil hectares em todo o país, um valor que compara com 254 mil hectares registados em igual período do ano passado. A confirmar-se esse valor, 2026 deverá ter sido o quinto pior ano de incêndios desde 2016, ano em que ocorreu o trágico incêndio de Pedrógão Grande e que continua a ser até hoje o ano com mais hectares ardidos.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, considera que a chuva que caiu na segunda quinzena de agosto e as temperaturas amenas foram "determinantes para o sucesso no combate aos incêndios". Segundo António Nunes, a maioria das ocorrências registou-se na região Norte. "Há muita coisa que tem a ver com mentalidade, como a limpeza dos terrenos. Precisamos, talvez, de uma dezena de anos para levar a efeito a transformação no território de uma forma global", refere.
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