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Vigília no Parlamento exige inquérito às adopções ilegais da IURD

20 de janeiro de 2018 às 18:01

Manifestantes exigem criação de comissão de inquérito isenta.

Cerca de duas centenas de pessoas juntaram-se em frente à Assembleia da República para exigir a criação de "uma comissão parlamentar de inquérito, isenta" sobre os casos de adopções ilegais envolvendo a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

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Foto: Cofina Media
Foto: Cofina Media
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IURD
Foto: Vítor Mota

Ana Piedade, doMovimento Verdade, que organizou a vigília, disse à agência Lusa, que este movimento que recolheu até ao início da manhã de hoje3.000 assinaturas "online", quer "a criação de uma comissão parlamentar de inquérito, isenta, para investigar estas adopções a fundo".

Ana Piedade afirmou que há inquéritos internos a decorrer na Segurança Social e na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas o que exigem "é uma comissão independente, com especialistas, uma equipa multidisciplinar, que analise estas situações e apure responsabilidades".

O advogado Garcia Pereira, que participou na vigília, nesta questão das adopções ilegais que envolveram elementos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), "o Estado falhou em toda a linha", e defendeu que "a verdade não prescreve".

O causídico, em declarações à Lusa, manifestou dúvidas se os crimes prescreveram.

"Eu não dou por assente que tenha havido prescrição de procedimentos criminais, porque a lógica na prescrição criminal é que nos crimes continuados é que esse prazo apenas se inicia no último acto que tenha sido praticado", argumentou.

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