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Venezuela: MNE sem registo de situações com portugueses que justifiquem alarme

Lusa 30 de novembro de 2025 às 17:06

Foram disponibilizados canais telefónicos de emergência para os portugueses radicados na Venezuela.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) disse este domingo que não há registo de qualquer situação com portugueses residentes na Venezuela que justifique alarme, um dia depois de o Presidente norte-americano ter anunciado que o espaço aéreo venezuelano estava encerrado.
Duarte Roriz/Medialivre
"Até ao momento não há a registar qualquer situação que justifique alarme", informou o MNE em comunicado, acrescentando que "quanto a planos de contingência, que o Estado português sempre tem para as diferentes situações, são matéria naturalmente reservada". O ministério liderado por Paulo Rangel recomendou ainda que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, para "garantir uma comunicação eficaz e atempada com os serviços consulares portugueses sempre que se revele necessário". Na nota refere-se que a embaixada e os consulados-gerais estão em contacto permanente com os portugueses residentes na Venezuela, no âmbito da sua missão de apoio permanente à comunidade. Os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência disponibilizaram no sábado canais telefónicos de emergência para os portugueses radicados na Venezuela, com o propósito de garantir proteção e assistência aos compatriotas. No comunicado é referenciado o contacto telefónico de Emergência de Portugal em Caracas (+58 414-466 53 50) e o e-mail cgcaracas@mne.pt. Também são disponibilizados os contactos telefónicos do consulado em Valência (+58 412-0405565 e +58 414-484 35 41), assim como o e-mail valencia@mne.pt. Os portugueses ainda podem ligar para o Gabinete de Emergência Consular através dos telefones +351 217 929 714 e +351 961 706 472, ou utilizar o e-mail gec@mne.pt. Sob o pretexto de combater o narcotráfico, Washington mantém desde setembro um destacamento naval e aéreo em águas das Caraíbas próximas da Venezuela, tendo mesmo mobilizado o maior porta-aviões do mundo para a região. Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) recomendou "extrema cautela" ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas devido ao que considera "uma situação potencialmente perigosa" na região. Várias companhias aéreas, incluindo a TAP, suspenderam então os seus voos para aquele país. Na quinta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a admitir ataques terrestres no território venezuelano na luta contra os cartéis de droga. No sábado, Trump avisou que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado "totalmente fechado", declaração que Caracas condenou e classificou como uma "ameaça colonialista".
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