A IP estimou "durante 2026 iniciar a operação em tração elétrica no troço Meleças-Malveira, alimentado temporariamente a partir da subestação de tração da Amadora".
A empresa Infraestruturas de Portugal apontou esta terça-feira para 2028 a circulação de comboios de tração elétrica na Linha do Oeste e o fim das obras, que começaram em 2020 e já tiveram vários atrasos e adiamentos.
ferrovia linha ferrea comboio caminho ferro carril João Cortesão
Questionada pela agência Lusa, a Infraestruturas de Portugal (IP) esclareceu que, no troço Meleças(Sintra)/Torres Vedras, no distrito de Lisboa, "estão atualmente em curso trabalhos de regulação e energização da catenária, de construção e adequação dos sistemas de drenagem, de colocação de vedações e de execução de caminhos de cabos".
No mesmo troço, decorrem também "intervenções em várias estações e apeadeiros, bem como a execução de muros de contenção".
Já no troço Torres Vedras/Caldas da Rainha, "estão em curso trabalhos de execução de caminhos de cabos, intervenções de beneficiação nos edifícios das estações, de colocação de vedações e trabalhos relacionados com a catenária".
Decorrem também trabalhos relacionados com a construção da futura Subestação de Runa, no concelho de Torres Vedras, com "terraplenagens, estruturas de contenção, edificado e equipamentos elétricos", estando a conclusão da infraestrutura prevista para "final de 2027".
"Apenas nesta data será possível assegurar a tração elétrica em toda a extensão da Linha do Oeste entre Meleças e Caldas da Rainha", explicou a IP.
Ainda assim, a IP estimou "durante 2026 iniciar a operação em tração elétrica no troço Meleças-Malveira, alimentado temporariamente a partir da subestação de tração da Amadora".
Também as empreitadas de sinalização eletrónica e do sistema de controlo automático de velocidade "estão em curso e estima-se que a entrada ao serviço daqueles sistemas ocorra em 2027", acrescentou.
A modernização da Linha do Oeste no troço Caldas da Rainha/Louriçal, no distrito de Leiria, "está ainda em fase de projeto, seguindo-se o processo de avaliação de impacto ambiental".
Depois de obtida a Declaração de Impacto Ambiental (DIA), "será possível lançar o concurso público internacional para a concretização das obras de modernização", adiantou a IP.
Para o desvio de Sintra para Lisboa da Linha do Oeste a partir de Mafra, criando uma ligação mais rápida à capital, prevista no Plano Ferroviário Nacional aprovado em 2022 pelo Governo, a IP "deu início à análise preliminar das várias alternativas".
A Comissão para a Defesa da Linha do Oeste tem alertado para o atraso na conclusão das obras, assim como para a necessidade de desenvolvimento do concurso para a modernização e eletrificação do troço Caldas da Rainha/Louriçal.
A comissão tem ainda criticado o projeto e exigido um plano de contingência urgente para a criação de alternativas à supressão de comboios devido à falta de material circulante e às obras de modernização.
O projeto de modernização da Linha do Oeste está dividido em duas empreitadas, sendo a primeira a de eletrificação e modernização do troço entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras, num investimento de 61,7 milhões de euros (ME).
A segunda consiste na modernização e eletrificação do troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, orçada em 40 ME.
Contudo, o investimento global é de 160 ME, incluindo expropriações.