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Moradores de Cascais promovem abaixo-assinado para resolver insegurança na Avenida Marginal

Lusa 24 de agosto de 2026 às 19:41

Abaixo-assinado exige mais fiscalização policial e aumento das multas.

Preocupados com a insegurança na Avenida Marginal, que liga Lisboa a Cascais, com "vários acidentes mortais", excesso de velocidade e corridas ilegais, moradores da zona decidiram promover um abaixo-assinado para exigir mais fiscalização policial e aumento das multas.

Vítor Mota/Cofina Media

Lançado há duas semanas pela Associação de Moradores do Bairro Almirante Nunes da Mata (AMBA), no concelho de Cascais, o pela segurança na Avenida Marginal, reúne hoje "mais de 1.700 assinaturas", indicou o dirigente associativo Ricardo Parro, em declarações à agência Lusa.

"Começámos esta petição de uma forma local, era só para os moradores, que somos cerca de 200 casas, mas isto rapidamente ficou viral", disse o responsável da AMBA, referindo que as assinaturas já recolhidas refletem as queixas de residentes de Cascais, mas também dos concelhos vizinhos de Oeiras, Sintra e Lisboa, que utilizam a Avenida Marginal, estrada junto à linha de costa, ao lado do Rio Tejo e do Oceano Atlântico, com cerca de 25 quilómetros de extensão.

As preocupações prendem-se com a sucessão de acidentes, episódios de excesso de velocidade, corridas ilegais, ruído e comportamentos perigosos na Marginal, problemas que, segundo os moradores, se arrastam há "muitos anos" sem uma resposta cabal.

"Este abaixo-assinado visa resolver os problemas que temos na Avenida Marginal. Esta estrada, nos últimos quatro, cinco anos, tem tido muitos acidentes [...], vários acidentes mortais", afirmou Ricardo Parro, apontando que ainda hoje de manhã se registou um morto num despiste de carro nesta estrada, junto à Praia da Parede.

Neste sentido, os moradores do Bairro Almirante Nunes da Mata, também conhecido por Bairro das Avencas, querem que as entidades responsáveis, nomeadamente a Câmara Municipal de Cascais, a Polícia de Segurança Pública e a Infraestruturas de Portugal, "se coordenem e resolvam o problema da Marginal a nível de insegurança e de desrespeito da sinalização" existente na estrada, inclusive o limite de velocidade máxima de 50 quilómetros por hora (km/h).

E, considerando o número de assinaturas já recolhidas, "muito acima do esperado", os moradores ponderam dirigir o abaixo-assinado também à Assembleia da República, de acordo com o porta-voz da associação.

"As pessoas queixam-se do barulho à noite de corridas ilegais e, de dia, do excesso de velocidade. Veem-se pessoas em motas a fazerem cavalinhos até durante o dia. Ou seja, é um desgoverno total de uma das estradas mais bonitas do nosso país", declarou o responsável da AMBA.

"Qualquer dia há aqui uma desgraça grande", alertou Ricardo Parro, manifestando também preocupação com a segurança das pessoas que circulam nos passeios adjacentes à Marginal.

"Não se pode viver com qualidade de vida, nem com segurança perto da Marginal", lamentou o morador, defendendo que os impostos que os cidadãos pagam, em particular em Cascais, "onde o IMI [imposto municipal sobre imóveis] é mais alto", têm de servir para resolver os problemas da população.

Entre as medidas exigidas no abaixo-assinado estão o reforço da fiscalização por parte da polícia e a instalação de radares de controlo de velocidade, indicou o responsável da AMBA, sugerindo ainda "multas pesadas".

"Isto não deveria ser multas de 200 euros ou 300, isto tem que ser 1.000, 2000 euros, que é para acabar com este problema", frisou.

Questionado sobre a eventual necessidade de reduzir a velocidade máxima de 50 km/h, Ricardo Parro sublinhou que "o problema é que ninguém respeita" o atual limite e revelou que os moradores estão a registar dados das velocidades que se praticam na Marginal, "que chega aos 220 km/h".

"Isto não é uma autoestrada, isto é uma estrada local. E o barulho chega a ser equivalente a estarmos no autódromo a assistir a uma corrida de automóveis e motos", salientou.

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