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Mau tempo: Seis desalojados por destruição de habitações no Sobral de Monte Agraço

Lusa 28 de janeiro de 2026 às 13:59

Das seis pessoas afetadas, quatro foram para casas de amigos ou familiares.

Seis pessoas ficaram esta quarta-feira desalojadas depois das habitações pré-fabricadas em que viviam terem sido destruídas pelo mau tempo desta madrugada no concelho de Sobral de Monte Agraço, distrito de Lisboa, disse fonte do município.
Mau tempo causa desalojados em Sobral de Monte Agraço Ricardo Almeida
Fonte oficial da Câmara de Sobral de Monte Agraço indicou à agência Lusa que, em Pêro Negro, "casas pré-fabricadas ficaram destruídas pela depressão [Kristin], provocando seis desalojados, um dos quais uma criança". Das seis pessoas afetadas, quatro foram para casas de amigos ou familiares. "Ninguém fica sem realojamento temporário se for necessário", afirmou a fonte, adiantando que os serviços municipais de Ação Social estão no terreno a avaliar as necessidades. Três dos desalojados sofreram "ferimentos muitos ligeiros" e foram transportados pelos bombeiros locais para a urgência de Torres Vedras da Unidade Local de Saúde do Oeste, indicou ainda a fonte. O mau tempo fez também estragos na rede elétrica, causando a quebra do fornecimento de eletricidade em vários locais e o encerramento das escolas básicas de Sobral de Monte Agraço e Santo Quintino e de Pêro Negro.
Registaram-se também danos na cobertura da Associação de Val de Vez, quedas de árvores e postes, abatimentos parciais de vias e deslizamentos de terras para as vias. A Estrada Municipal 533, entre Monfalim e Pontes de Monfalim, encontra-se cortada ao trânsito devido a um desses abatimentos. A passagem da depressão Kristin pelo território português provocou pelo menos dois mortos e vários desalojados, com a Proteção Civil a registar cerca de 3.300 ocorrências entre as 00h00 e as 12h00 de hoje. Quedas de árvores e de estruturas foram as principais ocorrências, tendo as sub-regiões mais afetadas sido Leiria, Coimbra, Lisboa, Península de Setúbal, Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Aveiro. Vento, chuva, neve e agitação marítima têm motivado o corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, bem como o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações. A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, até às 23h59 de hoje em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.
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