Pós-Óscares: a importância do som no cinema
O som é o condutor emocional que assegura o sentido de verosimilhança, que tem o poder de mexer com o nosso sensorial, seja para nos fazer rir ou chorar, sentir medo ou ansiedade.
A noite dos grandes filmes. Os Óscares, essa grande festa do cinema em Hollywood. Cinema, ou a sétima arte, com a sua magia única e incontornável, começou mudo, mas desde cedo percebeu a importância do som (e do silêncio).
O som é o condutor emocional que assegura o sentido de verosimilhança, que tem o poder de mexer com o nosso sensorial, seja para nos fazer rir ou chorar, sentir medo ou ansiedade. Uma imagem de urso a correr na nossa direção não assusta ninguém, mas o som desse mesmo urso pode provocar-nos calafrios, susto ou pânico. É esse o poder do som.
O cinema assimilou a relevância do dramatismo associado quer ao som como ao silêncio. A qualidade do que ouvimos é um dos aspetos determinantes na construção de um filme ou série de televisão. A captação de som, a legibilidade auditiva e a construção de atmosferas que ajudam a compor a narrativa, a contextualizá-la é, hoje, entendida como uma vertente essencial do trabalho audiovisual, aquilo a que se chama "sound design" ou desenho sonoro.
A minha equipa e eu desenvolvemos, há muito tempo, um vasto trabalho nesta área, demonstrando o que é hoje uma evidência: que o som não pode nem deve ser menorizado, que o som é poderoso. A persistência para a construção de um trabalho de excelência ao nível do som é um dos desafios da DMIX Collective.
Afinal, "Por trás de um grande filme, está um grande som" (Dolby Atmos). E a noite dos Óscares, com todos os seus nomeados e premiados, voltou a confirmar isso.
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