David ou Golias?
Não deixem que a nossa sociedade fique associada ao apagamento do povo palestiniano. Dia 18 de Novembro, milhares de portugueses de todas as cores políticas vão juntar-se de forma pacífica para marchar da Praça do Município em Lisboa à nossa Assembleia da República.
Caro Leitor, abro com o inevitável. São 12 mil as mortes provocadas directamente por Israel desde 7 de Outubro. Como pôr isto em perspectiva? Aqui ficam 4 comparações. São 30 Wiriyamus, um Srebrenica e meio, 4 torres gémeas, e mais que as mortes de tropas portuguesas em 13 anos de Guerra do Ultramar - o maior trauma colectivo do nosso país no século passado - ultrapassado em apenas 5 semanas. Parabéns Israel. Parabenizado que está o nosso parceiro económico e cultural mais especial, que já afirmou oficialmente querer repetir a festa em Beirute com o previsível impacto na popularidade do Hezbollah, há que perguntar, porque continuamos cúmplices de tamanho desdém pelo direito internacional?
20 anos depois da lamentável cimeira das Lajes que nos colou à destruição do Iraque, queremos manter o silêncio? Queremos ter mais duas décadas de Atocha, Liverpool Street, Bataclan e Charlie Hebdo? Com a história de anti-semitismo que temos neste continente, queremos mesmo expor as nossas comunidades judaicas ao comportamento descontrolado de um estado que deliberadamente mistura a religião milenar com um projecto político com menos de 120 anos?
Neste nosso país que, bem ou mal, procura sarar as feridas do seu próprio passado, queremos ficar associados a quem desrespeita as convenções de Genebra? A quem ignora tratados sobre minas antipessoal, proliferação nuclear e uso de fósforo branco? Queremos deixar que um estado, menor que o Alentejo e recheado de colonos que se julgam donos de direitos divinos, possa minar a nossa relação com 200 milhões de árabes nos 5 países do Norte Africano? Esquecemos-nos do enorme e sangrento esforço de contenção de movimentos Islamistas feito por estes nossos vizinhos?
É a minha profunda convicção que, expostos aos factos e à própria política declarada de Israel, este tema ultrapassa as divisões de esquerda e direita e bate de frente com os valores dos cidadãos portugueses. Está na hora de tornarmos esse sentimento claro. Está na hora de dizer ao estado de Israel que se quer continuar a tentar apagar o povo palestiniano, tanto em Gaza como na Cisjordânia, vai ter de o fazer orgulhosamente só.
Não podem ser David e Golias ao mesmo tempo.
Termino com um apelo, não deixem que a nossa sociedade fique associada ao apagamento do povo palestiniano. Dia 18 de Novembro, milhares de portugueses de todas as cores políticas vão juntar-se de forma pacífica para marchar da Praça do Município em Lisboa à nossa Assembleia da República. Junte-se a nós. Pelo povo palestiniano, pelos judeus, pelo direito à Liberdade, à Justiça, e à Paz. Por toda a Humanidade.Vale a pena aprender inteligência artificial? O futuro terá um copiloto
A IA não vai substituir a maioria das pessoas, mas as pessoas que a dominam vão, inevitavelmente, ocupar o lugar das que a ignoram. O futuro não pertence às máquinas. Pertence a quem souber comandá-las, mantendo as mãos nos comandos e o pensamento crítico ligado.
Ilusões de guerra
Agiganta-se o risco de colapso das linhas de defesa ucranianas.
O Homem Extraordinário (Ou a Olívia Patroa)
A pergunta politicamente interessante é outra: Luís Neves-diretor da PJ aplicaria a Luís Neves-ministro os mesmos critérios que a instituição aplicou aos outros?
Ceuta e os extremistas da realidade
Não é quem exige fronteiras funcionais que promove a extrema-direita. Promovem-na aqueles que transformam números em propaganda, fronteiras em preconceito e qualquer discordância num diagnóstico moral.
De Pina Manique a Luís Neves: dois intendentes, dois montes e um Governo muito paciente
Pina Manique era acusado de construir uma enorme rede de vigilância sobre os portugueses. Hoje acontece precisamente o contrário. São os portugueses que vigiam quem exerce o poder.