Assaltantes conseguiram entrar no Museu Renoir e levar quatro obras de arte, sendo que duas delas foram abandonadas durante a fuga. Esta semana, as autoridades francesas conseguiram recuperar as peças em falta e deter cinco pessoas, supostamente ligadas ao caso.
A polícia francesa conseguiu recuperar os dois quadros de Pierre-Auguste Renoir que tinham sido roubados em setembro de um museu no sul de França, informou esta sexta-feira o presidente da câmara de Cagnes-sur-Mer. As obras recuperadas são a Madame Colonna Romano e Jeune femme au puits - ambas encontradas numa garagem e aparentemente em bom estado, descreveu o diário Nice Matin.
O roubo aconteceu no Museu Renoir em Cagnes-sur-Mer a 8 de setembro, por volta das 5h58 locais (4h58 de Lisboa). As câmaras de videovigilância filmaram os assaltantes vestidos com roupas camufladas, luvas e a cortar uma cerca para conseguirem entrar no terreno arborizado do museu. Depois disso, partiram uma janela e cortaram as molduras com uma serra elétrica, explicou o autarca Bryan Masson.
O furto demorou meros minutos. Segundo o presidente da câmara, o alarme do museus e as sirenes da polícia obrigaram os ladrões "bem equipados e bem informados" sobre o espaço a apressarem-se.
A ideia seria roubarem quatro peças, mas acabaram por abandonar duas delas durante a fuga. Ainda assim, conseguiram fugir com o retrato intitulado Madame Colonna Romano e e um outro apelidado de Jeune femme au puits. Para trás deixaram as pinturas Madame Pichon eCoco lisant e o retrato do filho pequeno de Renoir, Claude.
Na quinta-feira foram, no entanto, encontradas as peças em falta do Museu Renoir.
"Estas duas pinturas não são meras obras de arte. Elas fazem parte da história da nossa cidade", disse o autarca Bryan Masson. "Saber que foram recuperadas é um enorme alívio."
Também esta semana, uma fonte próxima da investigação já havia dito à agência de notícias France-Presse que a polícia deteve cinco pessoas supostamente com ligação ao caso.
O Museu Renoir fica a meia hora de carro da cidade de Nice, no sul de França. Trata-se da última casa de Renoir antes da sua morte aos 78 anos, em 1919. Ali, constam nove pinturas de Renoir, de acordo com o museu, além de diversas esculturas do artista, objetos e imóveis.
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