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Ex-presidente de Banco Central do Paraguai entrega-se no âmbito do caso Ueno Bank

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Carvallo estava incluído no mandado de detenção emitido contra Peña no âmbito de um processo por abuso de confiança e outros crimes de que os ex-funcionários são acusados, publicou o jornal ABC Color.

O ex-presidente do banco central paraguaio Carlos Carvallo entregou-se às autoridades, após emissão de um mandado de detenção no âmbito do escândalo relativo ao encerramento do Ueno Bank, que levou à destituição do Presidente Santiago Peña.

GDA via AP Images

Meios de comunicação social locais publicaram hoje fotografias do ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), que se apresentou na noite de sexta-feira no Departamento de Investigações da Polícia Nacional, em Assunção, capital do país.

Carvallo estava incluído no mandado de detenção emitido contra Peña no âmbito de um processo por abuso de confiança e outros crimes de que os ex-funcionários são acusados, publicou o jornal ABC Color.

O agora ex-presidente do BCP demitiu-se na terça-feira, após o anúncio do processo de resolução ou dissolução ordenado contra a Ueno, ao qual Peña tem sido associado e que recebeu, durante o seu mandato, fundos milionários de entidades estatais.

Antes de chegar à instituição emissora, em 2023, Carvallo tinha dirigido a Financiera Ueno, que deu origem ao banco sob intervenção. Para o substituir, Peña nomeou na quarta-feira o economista e ex-ministro Raúl Vera Bogado como novo presidente do BCP, uma nomeação que terá de ser aprovada pelo Senado.

Depois de comparecer perante a Justiça, Carvallo foi transferido para a 'Agrupación Especializada', uma unidade policial que funciona como centro de detenção para determinados detidos e que se situa em Assunção.

Horas antes, e após ter sido considerado culpado de "mau desempenho das funções" num processo de destituição no Senado, Peña foi detido em casa, de onde foi posteriormente transferido para a sede do Regimento de Escolta Presidencial, na presença de numerosas pessoas no exterior da residência do agora ex-chefe de Estado, informaram meios de comunicação locais.

O jornal local "Última Hora" indicou, citando fontes oficiais, que o ex-governante vai permanecer nesse local "em regime preventivo", de onde será transferido na manhã de hoje para a Unidade Especializada de Crimes Económicos e Anticorrupção do Ministério Público para a primeira comparência.

Relativamente a este caso, o Ministério Público deduziu imputações contra 27 pessoas, entre as quais Miguel Vásquez, um dos fundadores do Ueno Bank, que na sexta-feira foi transferido para um centro de detenção provisória juntamente com outras seis pessoas, em cumprimento de uma medida de prisão preventiva ordenada por um juiz.

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