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Câmara de Madrid vai imputar custos da limpeza da Puerta del Sol aos acampados: "Recuperar cada euro"

Autarquia fala em estátuas vandalizadas e pavimento destruído.

A câmara de Madrid vai responsabilizar as pessoas que estão ou já estiveram acampadas na Puerta del Sol pelos custos decorrentes da limpeza e reparação de danos no património público verificados naquela praça da capital espanhola durante a acampada, que dura há quase um mês, segundo explicou a vice-presidente, citada pelo El País. A autarquia fala em "atos de vandalismo" e não pretende suportar os custos.

Tendas na Puerta del Sol, em Madrid
Tendas na Puerta del Sol, em Madrid EPA

"É claro que vamos tentar imputar cada euro gasto pela Câmara Municipal aos responsáveis por esta situação, àqueles que estão lá ilegalmente e àqueles que a permitem por negligência. Não vamos parar até garantir que isso não custe um único euro ao povo de Madrid”, disse Inma Sanz, sem especificar como essa imputação de custos será feita na prática. 

A vice-presidente aludiu a "atos de vandalismo" nas estátuas e esculturas ali presentes, mas não só. "Estou a falar da restauração da praça, que encontrámos num estado deplorável. Colocaram tendas no chão arrancando o pavimento da Puerta del Sol, que foi recentemente reformada. Vamos avaliar o estado de todo o mobiliário urbano e, sobretudo, os danos nos monumentos históricos, que são tão queridos pelo povo madrileno. E tentaremos recuperar cada euro."

No acampamento da Puerta del Sol a polícia emitiu já 180 multas, cerca de 100 por problemas de higiene, e as restantes por consumo de álcool e drogas. A câmara está também a tentar localizar os acampados que tomaram banho na fonte da praça há uma semana. Mas, em todos estes casos, as multas são referentes a ações e indivíduos específicos. 

Por isso, não será fácil imputar custos às milhares de pessoas que já passaram pela Puerta del Sol durante os protestos. Um dos métodos, segundo o El Mundo, passará pela análise pormenorizada das imagens de vigilância próximas da praça, que permitam identificar os indivíduos responsáveis pelos atos de vandalismo.   

O El País acrescenta que a câmara atribui também responsabilidades ao delegado do Governo na cidade, Francisco Martín, que destacou nos últimos dias a presença de pessoas sem-abrigo na praça, exigido à autarquia "respostas precisas".

A presidente da Câmara, José Luis Martínez-Almeida, acusou-o de “negligência no cumprimento do dever”, responsabilizando-o pelos danos “muito significativos” que esperam encontrar debaixo das tendas, embora ainda não seja conhecido com exatidão o estado da praça.

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