Trump diz que conseguiu “o maior acordo de petróleo da história mundial”. O que se sabe?
Um comunicado da presidente interina venezuela descreve que o acordo envolve a produção de 65 mil milhões de barris, com potencial comprovado.
Na noite de sexta-feira o presidente dos Estados Unidos anunciou, nas suas redes sociais, que conseguiu “o maior acordo de petróleo da história mundial” depois de uma negociação com a Venezuela.
Desde então poucos detalhes foram avançados e a Casa Branca ainda não se pronunciou.
Donald Trump referiu que conseguiu uma participação nas reservas de petróleo venezuelano, um primeiro passo para atingir o seu objetivo de extrair os recursos do país sul-americano depois de, no início do ano, ter capturado o então presidente Nicolás Maduro numa operação noturna.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, descreveu o acordo como um passo rumo à recuperação económica que modernizar a indústria petrolífera do país. Sabe-se que o governo dos Estados Unidos e uma empresa privada venezuelana não identificada formaram uma nova empresa privada que, nos próximos cem anos, vai deter os direitos sobre campos de petróleo inexplorados.
Um comunicado de Delcy Rodríguez descreve que o acordo envolve o desenvolvimento de 17 campos com um potencial comprovado para a produção de 65 mil milhões de barris – cada barril de petróleo tem capacidade para 159 litros.
O acorde concede aos Estados Unidos 55% da produção efetiva da nova empresa, incluindo uma participação nas ações e o direito de comprar petróleo a preço de custo.
Já segundo Trump, o acordo foi negociado pelo secretário de Estado Marco Rubio e pelo secretário de Defesa Pete Hegseth diretamente com a presidente interina.
Apesar do entusiasmo do líder norte-americano não é provável que o acordo tenha impacto nos preços da gasolina e gasóleo nos próximos tempos. Especialistas internacionais já alertaram que as infraestruturas petrolíferas venezuelanas estão em ruínas e serão necessários vários anos e milhões de euros para ser reparados.