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Sismo na Colômbia: Sobe para 254 o número de mortos e mais de 2.500 feridos

Marta Rodrigues 11 de agosto de 2026 às 22:10

Mais de mil casas foram destruídas e pelo menos 195 pessoas estão desaparecidas. Números tendem a aumentar com o avanço das operações de resgate.

O sismo que abalou a Colômbia esta segunda-feira já fez, pelo menos, 254 mortos, segundo balanço da Reuters, e 2.595 feridos. O terramoto foi o mais forte sentido no país, com magnitude de 7,4 na escala de Richter, e resultou em 1.136 casas destruídas. As equipas de busca e resgate continuam a procurar vítimas. Os dados oficiais apontam para 195 pessoas desaparecidas, mas o número deverá ser mais alto, avança a Associated Press.  

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Sismo na Colômbia fez pelo menos 254 mortos
Foto: AP Photo/Miguel Angel Lopez
Sismo na Colômbia fez pelo menos 254 mortos
Foto: AP Photo/Santiago Saldarriaga
Sismo na Colômbia fez pelo menos 254 mortos
Foto: AP Photo/Ivan Valencia
Sismo na Colômbia fez pelo menos 254 mortos
Foto: AP Photo/Ivan Valencia
Sismo na Colômbia fez pelo menos 254 mortos
Foto: AP Photo/Fernando Vergara

Entre as vítimas mortais, sabe-se que 101 foram encontradas em Pereira e 95 em Cali. As primeiras 72 horas são cruciais para o resgate de pessoas vivas, o que tem apressado as operações. Além dos profissionais, grupos de populares têm-se reunido em busca de familiares, amigos e concidadãos.  

Certas zonas passam por uma dificuldade particular, como é o caso da região de Chocó, que apenas é acessível por barco ou avião - a travessia pode durar várias horas. Trata-se de uma das zonas mais pobres da Colômbia e também uma das mais afetadas pelo sismo.  

Sterling Palacios, residente de Chocó, avançou à Associated Press que “há cidades onde as pessoas perderam tudo, muita gente morreu, as casas ficaram destruídas”. Embora não saiba ainda “o panorama completo dos danos”, tem a certeza de que “é massivo”. Há relatos de várias zonas afetadas, particularmente em comunidades indígenas, onde não há eletricidade nem outros serviços básicos. 

O colombiano acrescentou ainda que a resposta do governo tem estado “concentrada” na capital, Bogotá. O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, viajou para a região na noite de segunda-feira e anunciou a mobilização do exército, engenheiros e equipas de resgate. “Chocó nunca será a terra dos esquecidos”, afirmou. Este é o primeiro grande desafio que o presidente colombiano tem em mãos, depois de ter sido eleito apenas em junho.  

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