Ryanair pondera congelar salários e subir preços dos bilhetes
A companhia aérea declara que os custos dos combustíveis poderão ser 2 mil milhões de euros mais caros, e que haverá uma subida histórica nos preços das viagens na Europa.
A Ryanair está a considerar congelar os salários dos trabalhadores temporariamente, de forma a suportar o crescimento do preço dos combustíveis. A companhia aérea acredita que os custos poderão manter-se altos no próximo ano, caso não haja uma resolução do conflito do Estados Unidos e Israel com o Irão.
A operadora aérea confirma que este congelamento dos pagamentos está a ser estudado, uma vez que alguns contratos de vários anos, elaborados com os sindicatos, estão a chegar ao fim. Revela ainda que irá aumentar a utilização de inteligência artificial nos seus serviços, como avança a BBC.
A empresa estima que os custos do combustível fiquem 2 mil milhões de euros mais caros a curto prazo. Acreditam que um aumento nas tarifas europeias possa ajudar a suportar essa despesa.
Michael O'Leary, CEO da Ryanair, afirmou que espera que a empresa e outras companhias aéreas aumentem as tarifas entre 15% e 20% no próximo ano. "Vão assistir ao maior crescimentos de tarifas aéreas da história da Europa nos próximos 12 meses", revelou.
"A questão é: esse aumento das tarifas aéreas será suficiente para cobrir os custos do combustível que estão drasticamente mais altos?", afirmou o CEO. "Eu acho que não", reafirmou.
De salientar que os lucros da empresa caíram 15% no primeiro semestre fiscal do ano. Apesar de ter havido um aumento de 6% no número de passageiros, a queda dos lucros é vista como um resultado do aumento dos preços do combustível e da redução dos preços das viagens.
Com Diogo Barreto