Há uma desistência na corrida à liderança da ONU: Michelle Bachelet retira candidatura
Ex-presidente do Chile era das candidatas com menos apoio.
Michelle Bachelet anunciou este sábado que retirou a sua candidatura ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Após três votações informais, a ex-presidente do Chile ocupava um dos últimos lugares, entre os sete candidatos.
A decisão foi transmitida através de um vídeo publicado nas redes sociais, em que Michelle Bachelet afirma não estar arrependida de se ter candidatado. Na mensagem, agradeceu particularmente aos presidentes do Brasil, Lula da Silva, e do México, Claudia Sheinbaum, por terem apoiado a sua candidatura "desde o primeiro dia, com generosidade e convicção".
"Alguns acreditarão que este não era o tempo para uma candidatura como a que eu quis apresentar. Quando os ventos sopram fortes contra princípios como o multilateralismo, o direito internacional, que é permanentemente transgredido, contra a existência das alterações climáticas, que alguns negam apesar da evidência científica", continuou.
Na sexta-feira, foram conhecidos os resultados da terceira votação não vinculativa do Consleho de Segurança, na qual Michelle Bachelet ficou em penúltimo lugar. Já a costa-riquenha Rebeca Grynspan foi de novo a candidata mais votada, seguida da guianense Carolyn Rodrigues-Birkett.
O processo de eleição do sucessor de António Guterres começou em agosto e decorrerá durante os próximos meses. O mandato do português termina a 31 de dezembro, depois de 10 anos à frente da organização. A 1 de janeiro de 2027, tomará posse o novo secretário-geral. Até ao momento, parece ser muito provável que o cargo seja ocupado por uma mulher, pela primeira vez em toda a história da ONU.