Crítica de livros: Numa Casca de Noz

Ian McEwan regressa aos livros com uma história onde um feto humano é o narrador

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Eduardo Pitta 04 de novembro de 2016

Autores há que não param de surpreender-nos. O inglês Ian McEwan (n. 1948) é um deles. O romance mais recente, Numa Casca de Noz, coloca o narrador num feto: "E para aqui estou eu, de pernas para o ar dentro de uma mulher. Com os braços pacientemente cruzados, à espera, à espera e a perguntar-me dentro de quem estou, para que estou aqui." É assim que o livro começa.
É provável que os leitores de Expiação (2001), Na Praia de Chesil (2007), Mel (2012) ou A Balada de Adam Henry (2014), quatro dos seus livros que fixaram a bitola do virtuosismo, fiquem desconcertados com um romance que, seguindo a tipologia narrativa de um thriller, ultrapassa o protocolo do género.

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