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Feira do Livro de Lisboa regressa com cinema ao ar livre e mais de 2.200 eventos

Aquela que será a 96.ª edição da FLL contará com cinco novos participantes, estando confirmados 128, em representação das várias chancelas.

Lusa 19 de maio de 2026 às 19:44
Feira do Livro Clem Onojeghuo

A Feira do Livro de Lisboa regressa ao Parque Eduardo VII entre 27 de maio e 14 de junho, com mais de 2.200 eventos programados e novidades "imersivas", como cinema ao ar livre e leitura silenciosa com auscultadores.

Num comunicado hoje divulgado, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que organiza a Feira do Livro de Lisboa (FLL) em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), revela que serão mantidos os 350 pavilhões e cerca de 900 chancelas editoriais, num modelo que privilegia a fluidez do percurso no recinto.

Aquela que será a 96.ª edição da FLL contará com cinco novos participantes, estando confirmados 128, em representação das várias chancelas.

Segundo a APEL, até ao momento estão já programados mais de 2.200 eventos, um número que irá crescer ao longo da feira, entre sessões de autógrafos, apresentações de livros, debates, atividades para famílias e encontros com autores nacionais e internacionais.

"A crescente presença de escritores estrangeiros reforça a dimensão global da Feira do Livro de Lisboa enquanto evento de referência no setor editorial", afirma a organização, sublinhando que o objetivo passa por reforçar o certame como "o maior acontecimento cultural do país" e melhorar o conforto dos visitantes.

"Queremos que a Feira continue a afirmar-se não apenas pela dimensão, mas sobretudo pela qualidade da experiência que proporciona. Esta reorganização do espaço foi pensada para tornar o percurso mais lógico, confortável e intuitivo, aproximando ainda mais os leitores dos livros, dos autores e da própria cidade", afirmou o presidente da APEL, Miguel Pauseiro.

Uma das principais novidades desta edição é a introdução de sessões de cinema aos sábados à noite, em parceria com a Cine Society, numa iniciativa chamada "Cine Sábado", que irá decorrer no relvado central, com a exibição de filmes como "Clube dos Poetas Mortos", "Jurassic Park" e "Orgulho e Preconceito".

A estas sessões juntam-se ainda experiências de leitura silenciosa, com as "silent reading parties", que decorrem diariamente com auscultadores e curadoria literária da Tale House.

Esta "tendência internacional de leitura pública silenciosa que transforma a leitura numa experiência simultaneamente individual e coletiva", convida os visitantes a "ler e relaxar", enquanto escutam diferentes sequências de obras literárias.

"Pensada como uma experiência imersiva e inclusiva, esta iniciativa poderá também representar uma alternativa para pessoas com necessidades específicas, oferecendo uma forma diferenciada de aceder à leitura", destaca a APEL.

A música mantém-se nas noites de sexta-feira com o ciclo "Sextas Há Música", com atuações de Éme, emmy Curl e Gabriel Gomes, enquanto a programação infantil e familiar continua a ter destaque, com o regresso do "Acampar com Histórias", na Estufa Fria, dirigido a crianças entre os 08 e os 10 anos.

A sustentabilidade volta também a ganhar destaque com a continuidade da iniciativa "Vamos plantar livros", que este ano prevê um aumento de 25% face à edição anterior, com a plantação estimada de 8.750 árvores em 2026.

Entre as novidades, destaca-se ainda a renovação do Espaço dos Pequenos Editores, que recebe um investimento para quatro anos, traduzindo "o compromisso da APEL com a diversidade editorial e com a valorização de projetos que procuram afirmar-se no mercado editorial".

Segundo a APEL, este espaço foi reforçado pela importância que tem tido na promoção da diversidade editorial e no apoio a novos projetos, tendo funcionado ao longo dos anos, "como porta de entrada para muitos editores", que hoje ocupam espaços de maior dimensão na Feira.

"Ao renovar este espaço, a APEL procura criar melhores condições de visibilidade, conforto e participação, reconhecendo que a vitalidade do setor do livro depende também da capacidade de acolher novas vozes, novos catálogos e novas formas de editar", reforça.

Em março deste ano, a APEL viu-se envolvida numa polémica, com o lançamento de uma petição contra a exclusão de 40 editoras independentes da Feira do Livro de Lisboa, que reuniu mais de 2.000 assinaturas em 24 horas, em que promotores a acusavam de favorecer grandes grupos editoriais, numa iniciativa que partiu da DNL Convergência, depois de ter sido informada de que seria excluída da edição deste ano da feira.

Já em 2025, várias editoras independentes e de pequena dimensão se queixaram de não terem visto atendidos os seus pedidos para terem mais pavilhões na feira, acusando também a APEL de favorecimento de grupos grandes e ampliação do espaço de restauração.

No entanto, a APEL rejeitou as acusações de opacidade e favorecimento na atribuição de pavilhões, negando que os grandes grupos editoriais estejam a aumentar desproporcionalmente.

Já no plano institucional, a edição deste ano marca o início de uma parceria de três anos com um grupo de saúde que passa a gerir o posto médico no recinto.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, sublinhou o reforço da parceria com a APEL e a renovação do protocolo por mais três anos, destacando a importância da feira como evento cultural de referência na cidade.

Ao longo dos 19 dias do evento, o recinto volta a distribuir-se por sete praças e inclui também melhorias na mobilidade, acessibilidade e serviços, com iniciativas que vão do envio de livros para todo o país a parcerias de mobilidade sustentável e reforço de condições para visitantes com necessidades específicas.

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