O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, reabre parcialmente a 21 de novembro com atividades para o público e entrada gratuita, após obras de recuperação financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O fim de semana da reabertura, a partir das 15:00 de sábado, contará com um programa de atividades que inclui a inauguração do piso dedicado às artes decorativas internacionais, a abertura de exposições temporárias, visitas orientadas, oficinas e concertos.
No sábado, as atividades decorrem até às 20:00 e, no domingo (22 de novembro), entre as 10:00 e as 18:00, segundo o 'site' do MNAA, acrescentando que a entrada será gratuita entre 21 de novembro e 01 de dezembro, inclusive, passando depois a aplicar-se o tarifário habitual da instituição.
Durante mais de um ano do encerramento, o museu promoveu a iniciativa intitulada "O MNAA está Aqui", levando peças do seu acervo a instituições museológicas de norte a sul do país, incluindo os Açores e a Madeira.
Com um financiamento de 8,5 milhões de euros do PRR, as obras abrangeram a conservação e beneficiação da fachada norte, a reabilitação e a remodelação das coberturas da ala do antigo Palácio Alvor.
Também incluiu a renovação do programa expositivo do segundo piso das artes decorativas internacionais, o restauro integral da Capela das Albertas e a renovação tecnológica do auditório do museu.
Criado em 1884, o MNAA reúne cerca de 40 mil peças e alberga a mais relevante coleção pública nacional de pintura, escultura e artes decorativas portuguesas e europeias, incluindo obras relacionadas com a Expansão, desde a Idade Média até ao século XIX.
O museu detém também o maior número de obras classificadas como "tesouros nacionais", bem como a maior coleção de mobiliário português.
Entre as peças de maior destaque encontram-se os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, cujo restauro decorre desde 2020, a Custódia de Belém, os Biombos Namban, "As Tentações de Santo Antão", de Bosch, e "São Jerónimo", de Dürer.