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Crítica de Cinema: Retrato da Rapariga em Chamas

"Não é apenas um dos melhores títulos do ano", escreve o crítico, é também a confirmação de "Sciamma como nome incontornável do novo cinema francês"

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Tiago Santos 14 de março de 2020 às 07:00

Marianne é contratada para executar o retrato de Héloïse, que se recusa a posar sabendo que o trabalho serve para a confirmar como segunda escolha de um provável marido. O pretexto para a presença da pintora - de que não passa de uma dama de companhia - permite a Céline Sciamma explorar a importância de olhar (e ser olhado) como a mais delicada forma de sedução, sublinhado também o silêncio - e os códigos invisíveis que apenas a intimidade é capaz de criar - como grito contra os papéis pré-estabelecidos pela sociedade patriarcal.

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