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João Canijo: "Na vida as gajas fodem-se sempre. São mais disponíveis, mais vulneráveis"

Recorde uma entrevista dada pelo realizador em 2011, aquando do lançamento do filme "Sangue do Meu Sangue".

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Edição de 27 de janeiro a 2 de fevereiro
João Canijo: 'Na vida as gajas fodem-se sempre. São mais disponíveis, mais vulneráveis'
SÁBADO 30 de janeiro de 2026 às 16:23
João Canijo reflete sobre vulnerabilidade feminina no filme 'Sangue do Meu Sangue'
João Canijo reflete sobre vulnerabilidade feminina no filme "Sangue do Meu Sangue" DR

(, 29, aos 68 anos. Recuperamos um artigo publicado em 2011 a propósito do lançamento do filme Sangue do Meu Sangue, um dos mais icónicos da sua filmografia. A entrevista foi feita por Anabela Mota Ribeiro.)

Cenas da vida no bairro Padre Cruz: paredes verde-alface, espaço exíguo, um filho que dorme no sofá, uma natureza-morta emoldurada. Objectos baratos, vozearia que chega das casas contíguas, vizinhas que vão alegremente de soutien ao quintal. Uma pobreza que não é sórdida; talvez só inestética. Noções particulares do que é o pudor ou a privacidade.

Ali vive uma mulher, cozinheira, com os dois filhos e a irmã, cabeleireira de bairro (daquelas que andam sempre com uma mola no cabelo). A filha estuda enfermagem e trabalha como caixa de supermercado. O filho é um pequeno delinquente (daqueles que oferecem à mãe um fio e uma medalha com o dinheiro de uma golpaça). Uma família como as outras. Poderiam comer esparguete com molho de tomate, quando os encontramos pela primeira vez; mas não comem. Poderiam usar palavras como “abnegação”, porque é isso que fazem – entregam-se abnegadamente – o tempo todo; mas o palavreado é outro.

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