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Morreu Dolly Parton, a cantora de "Jolene"

Tinha 80 anos.

Luana Augusto 25 de agosto de 2026 às 19:09
Dolly Parton John Barrett/PHOTOlink / MediaPunch /IPX

Morreu a cantora Dolly Parton, com 80 anos. A notícia foi avançada pelo sobrinho, Brian Seaver, através da rede social Instagram.

"Imaginava a intensidade deste momento, mas só agora a senti de verdade", escreveu citado pelo jornal. "É uma honra que se mistura com orgulho absoluto e muita tristeza."

Dolly Parton era conhecida pelo seu estilo country e por ter composto duas das maiores canções do século XX: Jolene e I Will Always Love You.

Nascida no meio da pobreza, no estado americano do Tennessee, era filha de uma mãe que com 35 anos tinha 12 filhos, e de um pai agricultor e da construção civil.

A primeira guitarra que teve foi-lhe oferecida pelo tio, aos oito anos. Depois, passou a cantar na igreja e, com apenas 10 anos, já aparecia na televisão local. O seu primeiro disco foi gravado aos 13 anos. "Sempre acreditei que as coisas iriam dar certo, e sonhava com isso mesmo antes de entrar no ensino secundário", disse citada pelo jornal . "Sempre quis ser uma estrela."

Depois de concluir o ensino secundário, em 1964, mudou-se para Nashville. Foi lá que começou a sua carreira enquanto compositora. No ano seguinte, lançou-se como cantora pop, mas sem sucesso, decidiu mudar para o estilo country, onde alcançou sucessos consecutivos. Lançou, nomeadamente, o seu álbum de estreia Hello, I'm Dolly.

Em 1966, casou-se com Carl Dean. O casamento durou até à sua morte e o casal chegou até mesmo a renovar os votos em 2016, para assinalar o 50º aniversário juntos.

Foi em 1967 que surgiu uma parceria de dueto com o cantor country Porter Wagoner. Na altura, foi o que a ajudou a continuar a ascender na carreira. 

Jolene, a sua famosa canção, foi lançada em 1973 e tornou-se um sucesso imediato no Reino Unido. I Will Always Love You, escrita para Wagoner como uma despedida da parceria, alcançou o número 1 na música country, em 1974. A versão foi depois regravada em 1982, tornando-se mais tarde num enorme sucesso quando reinterpretada por Witney Houston para o filme O Guarda-Costas (1992).

Em meados da década de 1970, lançou Light of a Clear Blue Morning (1977), New Harvest… First Gathering (1977) e Here You Come Again (1977), que alcançou o Top 20 e rendeu a Parton o primeiro dos seus 11 prémios Grammy.

O auge do seu sucesso foi alcançado em 1980, quando lançou 9 to 5 - a canção que lhe valeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Canção Original.

Dolly Parton interpretou ainda Islands in the Stream, com Kenny Rogers.

Além da sua carreira como cantora e atriz, Parton fundou também a produtora de cinema e televisão Sandollar, com o ex-empresário Sandy Gallin, que produziu sucessos como Buffy - a Caçadora de Vampiros ou a saga de filmes Pai da Noiva.

Parton criou em 1988 a Fundação Dollywood, que inicialmente concedia bolsas de estudo universitárias e administrava um programa para ajudar crianças a concluírem o ensino secundário no condado de Sevier, no Tennessee. Em 1995, iniciou o seu projeto "Imagination Library", em que todos os meses enviava um livro adequado à idade para cada criança do condado até que elas completassem cinco anos.

"O meu pai era analfabeto, e eu vi o quanto isso podia ser prejudicial", explicou na altura.

O projeto expandiu-se para todo o país em 2000, e internacionalmente em 2006. Quase 25 milhões de livros eram distribuídos anualmente nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido e Irlanda. Em 2022, o fundador da empresa aeroespacial Blue Origin, Jeff Bezos, doou 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) para a fundação.

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