Entrevista
Entrevista

Sacha Baron Cohen: "Fui aconselhado a usar um colete à prova de bala”

Biografia Nome:

Sacha Baron Cohen

Cargo:

Ator

Nascimento:

13 de outubro de 1971

Nacionalidade:

Britânico

Com três nomeações para os Globos de Ouro, Borat 2 revela os excessos da América. O ator recorda como foi assustador filmar no comício de apoiantes de Trump, de onde tiveram de fugir.



Cercado por pessoas armadas que gritavam: "Sai do palco, ou damos-te um tiro." Esta foi uma das muitas aventuras do ator e argumentista Sacha Baron Cohen para fazer Borat, o Filme Seguinte: Entrega de Suborno Prodigioso a Regime Americano Para Fazer Benefício à Outrora Gloriosa Nação do Cazaquistão.

Filmado em plena pandemia, prova que o ator inglês, de 49 anos, sobe sempre a fasquia dos seus filmes, quer em riscos – podiam ter sido contaminados com Covid-19, uma vez que os apoiantes de Trump faziam isso aos intrusos nos comícios – quer em loucuras com altas figuras do poder. A personagem criada em 1995, para um casting do Channel 4, já tem uma carreira longa. Mas Sacha confessa que agora vai fazer uma pausa.


Há rumores de que pode ter cinco nomeações para os Óscares com Borat 2, incluindo para Melhor Canção?
No mínimo! É maravilhoso que as pessoas estejam, sequer, a falar disso. O objetivo nunca foi ganhar prémios, mas fazer os melhores filmes. E para o fazermos, assumimos riscos pessoais. Viajamos pelo mundo, às vezes corremos risco de prisão, de nos acontecer algo de mal. Mas nós, eu e a minha equipa, queremos mostrar estas coisas ao público.

Recentemente postou no Twitter um pequeno excerto do filme num comício da extrema-direita, em que o palco foi invadido depois de ter cantado Wuhan Flu [Gripe de Wuhan] e teve de fugir numa ambulância. Esta foi a situação mais assustadora?
Não acontece muito, mas algumas vezes, sim. Aquele foi um dia realmente assustador, porque fomos – pelo menos, tanto quanto eu sei – o primeiro filme a ser gravado durante a pandemia. A quarentena tinha sido levantada e no dia seguinte eu estava na rua, a viajar pelo estado de Washington. E eu tinha ouvido dizer que, neste comício, se eles descobrissem que estavam a ser enganados ou se pensassem que eras democrata, punham as pessoas que tinham testado positivo à Covid-19 a cuspir-lhes para cima.

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