Em pleno processo de profunda reestruturação, o Grupo Volkswagen mantém a aposta na Península Ibérica. Confia às fábricas que tem em Portugal e em Espanha a produção de um em cada dez dos seus automóveis.
O Grupo Volkswagen atravessa uma crise sem precedentes,
reflexo, em grande medida, da revolução que se faz sentir numa indústria em
processo de eletrificação, que trouxe novos concorrentes para o mercado, as
fabricantes chinesas. Está, por isso, em marcha um processo de reestruturação
profundo com o encerramento de várias unidades produtivas que não afetam a Península
Ibérica. Portugal e Espanha são, pelo contrário, a grande aposta da fabricante
alemã, podendo assumir 10% da produção global.
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A estratégia da companhia alemã passa, em vez de encerramentos,
por um investimento avultado na unidade portuguesa, a Autoeuropa, mas também
nas várias fábricas espanholas. O total? 10 mil milhões de euros que serão
aplicados nestas unidades, incluindo na gigafábrica de baterias de Sagunto que
terá em Valência, em Espanha.
Estes investimentos serão feitos também em Martorell, em
Barcelona, onde a VW fabrica o Cupra Rava e o VW I.D Polo, em Pamplona, onde
são montados o Skoda Epiq e o VW I.D Cross, além da Autoeuropa, a unidade de
onde sai o “best seller” T-Roc, mas que passará, em 2027, a produzir a grande
aposta elétrica do grupo: o ID.1, o pequeno citadino com o qual espera
conquistar muitos consumidores.
As apostas da VW na Península Ibérica são expressivas, com André
Kleb, o responsável de produção ibérica para os dois países, a admitir, ao El
Mundo, que será possível, desta forma alcançar já no próximo ano uma produção
recorde de um milhão de veículos em Portugal e Espanha. Este número de veículos
corresponderá a 10% de todos os modelos que saem das fábricas da VW a nível global.
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