Os preços das casas continuam a subir, mas o ritmo de crescimento voltou a abrandar face ao registado no trimestre anterior. Número de imóveis transacionados encolheu em 9%.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em
Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, alcançando
os 2.445 euros por metro quadrado. Apesar do aumento, que foi menor do que o
registado no trimestre anterior, voltou a registar-se uma quebra no número de
operações.
casas, venda, imobiliárioAlexandre Azevedo
“No segundo trimestre de 2026, o preço mediano dos 37.854
alojamentos familiares transacionados em Portugal atingiu 2.445 euros por metro
quadrado”, referem as “Estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local” do
INE.
O valor mediano registado no segundo trimestre deste ano “representa
um aumento de 4,6% relativamente ao primeiro trimestre de 2026 e de 18,4% em relação
ao período homólogo de 2025 (19,8% no trimestre anterior)”, acrescenta a mesma
nota estatística que dá conta, no entanto, para o menor número de operações
imobiliárias.
“No segundo trimestre de 2026, o número de transações foi
menor do que o registado no mesmo trimestre de 2025 (41.608 transações),
representando um decréscimo de 9,0%”. Voltou a registar-se uma quebra nas transações,
num contexto de subida de preços, mas também de menor oferta de imóveis, embora
esta tenha sido inferior à de 10,5% registada no trimestre anterior.
O preço mediano da habitação aumentou, em relação ao período
homólogo de 2025, “nas 26 sub-regiões NUTS III, destacando-se as sub-regiões
Médio Tejo (25,4%), Oeste (24,0%), Lezíria do Tejo e Região Autónoma dos Açores
(ambas com 23,9%) e Península de Setúbal (22,2%)”, nota o INE.
“No segundo trimestre de 2026, os preços da habitação
aceleraram (isto é, registaram aumentos nas taxas de variação homóloga) em 10
dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (em 11, no primeiro trimestre
de 2026), tendo os “municípios de Loures (+9,7 pontos percentuais) e de
Matosinhos (+9,5 pontos percentuais) apresentado os maiores acréscimos. O
município de Guimarães (-13,4 pontos percentuais) registou a maior diminuição
na taxa de variação homóloga”, referem os dados do INE.
“Os municípios de Lisboa e do Porto registaram decréscimos
de 8,9 pontos percentuais e 5,4 pontos percentuais nas taxas de variação
homólogas do primeiro para o segundo trimestre de 2026”, acrescenta.
“Os municípios de Lisboa (5.299 euros por metro quadrado),
Cascais (5.200 euros por metro quadrado) e Oeiras (4.704 euros metro quadrado)
apresentaram os preços da habitação mais elevados” a nível nacional.
Lisboa é o município com o valor do metro quadrado mais
elevado, nos 5.299 euros, sendo que há várias freguesias da capital onde os
preços medianos estão acima da fasquia dos 6.000 euros.
“De julho de 2025 a junho de 2026, entre as 24 freguesias de
Lisboa, as seguintes destacaram-se por apresentarem os preços medianos de
habitação mais elevados, superiores a 6.000 euros por metro quadrado: Santo
António (7.254 euros), Parque das Nações (6.269 euros), Avenidas Novas (6.144 euros),
Campo de Ourique (6.055 euros) e Misericórdia (6.014 euros)”, refere o INE.
No caso do Porto, “a União de freguesias de Cedofeita, Santo
Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória (4.160 euros por metro quadrado
e 25,3%) e Ramalde (3.636 euros por metro quadrado e 25,3%) apresentaram,
simultaneamente, preço mediano e taxa de variação homóloga acima dos valores”
do município.
Preços das casas sobem 18,4%. Transações voltam a cair
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