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Miguel Stilwell de Andrade de saída da liderança da EDP

CEO do grupo comunicou indisponibilidade para continuar no próximo mandato. Sucessor será encontrado por uma empresa caça-talentos especializada em recrutamento de quadros executivos. O processo será aberto a candidatos internos e externos.

Miguel Stilwell de Andrade está de saída da liderança do grupo EDP.

Miguel Stilwell d’Andrade, presidente da EDP, sobe posições no ranking de 2026
Miguel Stilwell d’Andrade, presidente da EDP, sobe posições no ranking de 2026 Pedro Ferreira

"A EDP informa que Miguel Stilwell de Andrade, Presidente do Conselho de Administração Executivo, comunicou ao Conselho Geral e de Supervisão que não estará disponível para integrar os órgãos sociais da EDP no próximo mandato", informou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O ainda CEO permanecerá no cargo até ao final do mandato, que termina em 2026, sendo que prolongará as funções até à Assembleia Geral Anual a realizar em 2027.

"Até essa data, Miguel Stilwell de Andrade continuará a exercer plenamente as suas funções como CEO, com total apoio do Conselho Geral e de Supervisão, assegurando a continuidade da execução do Plano de Negócios e dos compromissos da Sociedade perante os seus acionistas, trabalhadores, clientes e demais partes interessadas", garante a companhia.

A EDP vai entretanto iniciar a sucessão: "O Conselho de Administração Executivo trabalhará igualmente em estreita articulação com o Conselho Geral e de Supervisão, garantindo uma transição estável de responsabilidades ao longo do processo de sucessão", acrescenta a empresa.

A energética "conduzirá um processo formal e abrangente de identificação e avaliação de potenciais sucessores, aberto a candidatos internos e externos, com o apoio de uma empresa internacional independente especializada em recrutamento de quadros executivos, para que, na Assembleia Geral Anual de 2027, possam ser eleitos os órgãos sociais da Sociedade para o próximo mandato".

Citado no mesmo comunicado, Stilwell de Andrade afirma que a opção de sair "não foi uma decisão fácil", mas foi "a decisão certa". "No ano em que a EDP celebra o seu 50.º aniversário, numa posição sólida, com uma equipa excecional e um futuro promissor, chegou o momento de concluir este capítulo na empresa que marcou o meu percurso ao longo das últimas duas décadas, incluindo 15 anos como membro do Conselho de Administração Executivo, os últimos seis como CEO", afirma, garantindo também que até à Assembleia Geral Anual, o seu foco "continuará inteiramente na EDP: na execução do plano e numa transição ordeira".

Miguel Stilwell de Andrade está na EDP há mais de duas décadas, tendo sucedido, em 2020 - e na altura como solução interina - a António Mexia como CEO da EDP e a João Manso Neto (atual CEO da Greenvolt) na EDPR.

Cumpriu depois dois mandatos como CEO, recentrando a estratégia da empresa nas energias renováveis  e apostando na internacionalização. Na sua liderança, a empresa enfrentou as consequências da pandemia e, mais recentemente, a política protecionista de Donald Trump, que acabou por levar ao fim de duas concessões. Os EUA continuam, no entanto, a ser uma aposta, assim como o Brasil, mercado no qual a energética tem uma forte presença há décadas.