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União Europeia sanciona quase 1600 indivíduos e empresas russas ligadas ao armamento

Luana Augusto 12 de outubro de 2026 às 13:15

Indivíduos sancionados atuam principalmente "como CEOs" de empresas que fornecem componentes essenciais para alguns dos sistemas de armas mais avançados da Rússia.

A União Europeia (UE) impôs esta segunda-feira novas sanções a quase 1600 pessoas e empresas ligadas à indústria do armamento devido à "crescente agressão da Rússia contra a Ucrânia". A lista inclui ainda 826 empresas russas e 743 indivíduos que "atuam como CEOs dessas empresas", esclarece o Conselho da UE em .

12 October 2026, Luxembourg, Luxemburg: Kaja Kallas, the High Representative of the European Union (EU) for Foreign Affairs and Security Ansgar Haase / AP

"Quase 1.600 sanções visam o complexo militar-industrial da Rússia. Mais de metade delas refere-se à cadeia de produção dos mísseis balísticos que a Rússia usa para matar civis ucranianos todos os dias", explicou a chefe da diplomacia da União Europeu, Kaja Kallas, ao anunciar o novo pacote de sanções. "Bombardear as pontes em Kiev, navios que transportam grãos e a Academia Nacional de Ciências não são as ações de um país que procura a paz. Este não é o momento de aliviar a pressão sobre Moscovo, mas sim de aumentá-la."

Em causa estão empresas que fornecem componentes essenciais para alguns dos sistemas de armas mais avançados da Rússia, incluindo mísseis, drones e aeronaves. Na lista de componentes que são fornecidos à Rússia, estão incluídos "eletrónicos (como computadores), equipamentos de comunicação (como radares, antenas e intercetores), sistemas de aviação, satélite e munições e sistemas óticos e de navegação".

Tratam-se de empresas que geram uma "fatura anual de pelo menos 20 milhões de euros e empregam mais de 250 mil pessoas", refere o mesmo comunicado.

Relativamente aos indivíduos que foram esta segunda-feira alvos de sanções, estes "estão sujeitos ao congelamento dos bens". Além disso, "aplica-se também a proibição de viagem à União Europeia".

Esta é o maior conjunto de sanções que a União Europeia já impôs à Rússia desde que Moscovo lançou um ataque em grande escala contra a Ucrânia. Na rede social X, o presidente do Conselho Europeu garantiu que a União Europeia "permanece unida e inabalável no seu apoio à Ucrânia" e em "pôr fim à guerra". "Isso não ficará sem resposta", garantiu.

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