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Sindicato diz que adesão à greve dos trabalhadores da REN Atlântico é de 100%

Lusa 23 de agosto de 2026 às 11:22

Os trabalhadores exigem uma pré-reforma que compense o desgaste do trabalho por turnos.

A adesão à greve dos trabalhadores da REN Atlântico, que asseguram a operação do terminal de gás natural liquefeito (GNL) de Sines, é de 100% nos primeiros dois turnos do protesto que teve este domingo início, disse à Lusa fonte sindical.

Protesto na REN Atlântico teve início este domingo João Cortesão

De acordo com Rogério Silva, da Fiequimetal (Federação Intersindical das Industrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas), a adesão é total.

"A adesão é de 100%, não há qualquer cisterna a ser abastecida. O segundo turno teve início às 09:00 e mantém-se a adesão a 100%. O que está a ser debitado para a rede é o abastecimento normal de fim de semana pois os serviços mínimos estão a ser respeitados", avançou à Lusa.

Os trabalhadores da REN Atlântico começaram pelas 00:00 de hoje uma greve até terça-feira, exigindo uma pré-reforma que compense o desgaste do trabalho por turnos.

A paralisação foi convocada pelo SITE Sul e pela Fiequimetal e insere-se num processo reivindicativo que, segundo um comunicado da estrutura sindical, se arrasta desde 2012.

A Lusa tentou obter uma reação à adesão à greve por parte da REN sem sucesso até ao momento.

Entre as reivindicações está o acesso à pré-reforma em condições semelhantes às previstas para os trabalhadores abrangidos pelo ACT 2000, bem como a correção das desigualdades salariais entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções.

A Fiequimetal referiu, antes do início da greve, que a maioria dos trabalhadores da REN Atlântico conta atualmente com uma média de 20 anos de trabalho em regime de turnos, situação que justifica, na perspetiva sindical, a criação de um plano de pré-reforma a médio prazo.

A estrutura sindical alertou também que, sem alterações às condições atuais, um trabalhador desta instalação teria de permanecer mais 26 anos e nove meses no ativo e em regime de turnos, o que, somado aos 20 anos já trabalhados em média, representaria um total de 46 anos e nove meses neste regime.

A Fiequimetal defendeu que a administração da REN deve criar um plano de pré-reforma para os trabalhadores por turnos do terminal de GNL, considerando que a instalação tem um papel estratégico na segurança do abastecimento energético do país.

A estrutura sindical sustentou ainda que a REN dispõe de condições económicas e financeiras para responder às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

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