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Disney avalia milhares de despedimentos para reduzir custos anuais em 20%

Negócios 03 de novembro de 2026 às 14:27

A reestruturação vai afetar várias divisões do grupo, como os parques temáticos, os canais de televisão e os estúdios de cinema. A poupança será investida em diversas áreas do grupo.

A Walt Disney está a equacionar milhares de despedimentos e pediu a alguns quadros dirigentes que tenham como meta uma poupança anual de 20% nos custos, segundo a Bloomberg, que cita fontes conhecedoras dos planos do grupo norte-americano de entretenimento.

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A poupança poderá resultar tanto de despedimentos como de cortes noutras despesas, no âmbito de uma reestruturação que afetaria de forma desigual as várias divisões do grupo, entre as quais os parques temáticos, os canais de televisão e os estúdios de cinema. Segundo as mesmas fontes, o diretor executivo, Josh D’Amaro, pretende reinvestir parte da poupança na programação de cinema e televisão, na tecnologia e nos negócios dos parques temáticos e dos cruzeiros.

A empresa, que tinha cerca de 231.000 trabalhadores em todo o mundo no final do último exercício fiscal, ainda não especificou quantos postos de trabalho poderão ser afetados. Um representante da Disney recusou comentar.

A Disney, que se comprometeu a alcançar um crescimento de dois dígitos no lucro ajustado por ação durante o atual exercício fiscal, aplica há vários anos medidas para reduzir despesas e melhorar a rentabilidade. Nos últimos anos, cortou milhares de milhões de dólares em custos e eliminou milhares de postos de trabalho, com reduções que afetaram todas as divisões, incluindo a ABC, a Pixar, a ESPN, o estúdio de cinema e a unidade de experiências.

Em setembro, despediu centenas de trabalhadores dos departamentos de recursos humanos e de tecnologia, depois de ter eliminado cerca de mil postos em abril. Estes cortes somam-se aos 7.000 empregos suprimidos em 2023, no âmbito de um programa de poupança de 5.500 milhões de dólares impulsionado sob a liderança de Bob Iger, antecessor de D’Amaro. Em agosto, a empresa já tinha avisado os acionistas de que estava a avaliar novas medidas para conter a despesa, incluindo a possibilidade de reduzir o quadro de pessoal.

O noticiou, a 1 de outubro, que a Disney estava a planear uma reestruturação da sua divisão de televisão, bem como cortes na unidade jurídica e de assuntos globais.

Outras empresas de entretenimento, entre as quais a Netflix, a Sony Pictures Entertainment e as divisões Paramount e Warner Bros. da Skydance Corp., também cortaram postos de trabalho, à medida que as receitas da televisão tradicional diminuem e o crescimento do número de subscritores de streaming abranda. Estas empresas têm ainda de lidar com um número crescente de espectadores que recorrem às redes sociais, aos vídeos online e a serviços de streaming apoiados por gigantes tecnológicos como a Amazon e a Apple.

Na conferência Bloomberg Screentime, realizada em Los Angeles no mês passado, a presidente da Disney, Dana Walden, afirmou: "É necessário avaliar constantemente a forma como se está estruturado e a dimensão da organização. A tecnologia pôs os olhos no nosso negócio e temos de sobreviver, prosperar e crescer, e é isso que vamos fazer."

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