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Avaliação bancária das casas cresce ao ritmo mais lento desde finais de 2024

Negócios 26 de agosto de 2026 às 12:26

O metro quadrado voltou a subir para 2.240 euros em julho, dando continuidade à subida que se verifica de forma consecutiva desde dezembro de 2023. A avaliação bancária dos apartamentos subiu no menor valor em mais de dois anos.

O valor mediano a que os bancos avaliam as casas para conceder crédito subiu para 2.240 euros por metro quadrado em julho, mantendo a tendência de aceleração que se verifica de forma ininterrupta desde dezembro de 2023, mas assinalando o menor crescimento mensal desde dezembro de 2024.

casas, imobiliário, arrendamento João Cortesão

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento face a junho foi de 12 euros (ou 0,5%) e representa uma taxa de variação homóloga de 15,2%, inferior à registada em junho.

Os dados mostram ainda que o número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 34,1 mil, o que representa uma subida de 1,4% face ao mês anterior e um crescimento homólogo de 0,6%. O número de avaliações tinha estado a subir desde março, interrompeu essa tendência em junho, que foi retomada em julho.

O Alentejo foi a região onde se registou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,3%), tendo a Região Autónoma dos Açores a descida mais acentuada. Já em comparação com julho de 2025, a variação mais acentuada foi registada na Península de Setúbal (20,4%), e não se observou qualquer redução.

Considerando as diferentes tipologias, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 2.627 euros por metro quadrado - o menor aumento desde maio de 2024 - superior em 16,5% face ao mesmo mês de 2025.

Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.469 euros/m2) e no Algarve (3.010 euros/m2), enquanto o Centro e o Alentejo apresentam os valores mais baixos (1.739 euros/m2 e 1.778 euros/m2, respetivamente). Aliás, acrescenta o INE, "o Alentejo apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (25,3%), não se tendo verificado qualquer descida".

No caso de um apartamento T1, a subida foi de 41 euros, para 3.343 euros, tendo os T2 e T3 aumentado 17 e 2 euros, respetivamente, para 2.711 euros e 2.255 euros. Estas tipologias representaram 92,9% das avaliações de apartamentos realizadas em julho.

Nas moradias, o valor mediano foi de 1.606 euros por metro quadrado, mais 13,6% em relação a julho de 2025. Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.922 euros) e no Algarve (2.846 euros), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1.163 euros e 1.300 euros, respetivamente). A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais elevado (17,8%), não se tendo registado qualquer descida.

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