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No prato também se combate o cancro

A alimentação é tão importante quanto a quimioterapia. Se o doente estiver bem nutrido, tem maior tolerância aos tratamentos e pode mesmo ter melhores hipóteses de cura.

Luciana Mendes, 45 anos, decidiu mudar a sua alimentação e tornar-se vegetariana na pior altura - tinha acabado de receber o diagnóstico de um osteossarcoma (um tipo de cancro ósseo). “Estava obcecada com a dieta certa e deixei-me levar pelo que vi na Internet, fui muito radical”, conta à SÁBADO. O tumor estava no maxilar superior e ela descobriu-o em plena pandemia: primeiro, julgou-se que era um abcesso e só depois de passar por quatro dentistas diferentes é que se percebeu que era algo mais sério. Teve de ser operada para retirar a massa e fazer uma reconstrução da boca - com osso e pele da perna esquerda. Luciana, que até então trabalhava na comunicação de uma marca de luxo, ficou um mês e meio internada e a ser alimentada através de uma sonda.

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