Sábado – Pense por si

C-Studio

Mais informações

C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Curso dá mais oportunidades e melhor salário

No início de carreira, ter uma licenciatura garante mais 28% por cento de salário do que ter o secundário. O mestrado garante mais 49%.

Diploma é sinónimo de salário mais elevado

Ter um diploma é um passaporte para uma melhor oportunidade de emprego e um salário mais alto. Números de um estudo recente da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) provam que por cada euro que se investe num curso superior, o retorno, quando se está no mercado de trabalho, é de mais 13,7 euros em relação a quem não tem um diploma.

O mestrado é, à partida, o grau que apresenta mais vantagens em Portugal. Este garante taxas de emprego de 88% no prazo de um a dois anos e de 93% ao fim de cinco anos, em linha com a média da União Europeia. Para o licenciado, a taxa de emprego no curto prazo é inferior (75%), mas ao fim de cinco anos converge para o mesmo patamar.

O estudo “Ensino superior e emprego jovem em Portugal: tendências, resultados e comparações internacionais” mostra que, à entrada do mercado de trabalho, o recém-diplomado leva vantagem sobre o jovem que completou somente o ensino secundário. Também existe vantagem de quem tem mestrado sobre quem tem licenciatura. Em termos puramente salariais, no início de carreira, ter uma licenciatura garante mais 28% de salário do que ter o secundário. E o mestrado garante mais 49%.

Outra conclusão é de que nem todos os cursos asseguram as mesmas oportunidades. Além disso, existe grande disparidade salarial, tanto entre áreas de estudo diferentes, como dentro das próprias áreas. Os autores Luís Catela Nunes, coordenador, Pedro Reis e Teresa Thomas apresentam várias explicações para as diferenças e uma destas é a perceção dos empregadores quanto à qualidade da educação e a reputação das instituições. Aspeto a ter em conta quando escolher a instituição a que se vai candidatar.

Os cursos que proporcionam os salários médios mais elevados são nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). No extremo oposto, as áreas sociais e culturais são as que remuneram pior.

Os investigadores acompanharam as trajetórias salariais de quatro gerações de recém-licenciados, formados já depois da reforma de Bolonha, que encurtou a duração das licenciaturas, e concluíram que em todos os grupos e níveis de escolaridade, os salários reais aumentam com os anos no mercado de trabalho. O ritmo mais acelerado verifica-se na remuneração em quem tem o grau de mestre. A remuneração média de quem tem um mestrado ultrapassa a de quem tem licenciatura em quase todas as áreas de estudo.

No ensino superior em Portugal, a licenciatura é a qualificação mais comum. A percentagem manteve-se em cerca de 64% até 2016, tendo caído para 58% em 2024. Os mestrados são a segunda fatia, com um terço do total. Os doutoramentos estão em 3%. Portugal acordou tarde para o ensino superior, mas nos últimos 25 anos, a percentagem de jovens entre 25 e 34 anos quadruplicou. O ano de 2024 foi o que registou o melhor desempenho com 101.203 pessoas a concluir um curso.

Nem todos os jovens que saem da universidade ou do politécnico com um diploma vão desempenhar tarefas correspondentes às suas qualificações no mercado de trabalho. No entanto, até nem estamos mal na comparação com os países nossos vizinhos: 16,4% dos diplomados portugueses fazem trabalhos para os quais estão sobrequalificados, contra 34% em Espanha e 31,4% na Grécia.

Portugal tem hoje no mercado de trabalho 1,9 milhões de pessoas com formação superior, sendo a 10.ª maior força de trabalho diplomada da União Europeia.  

TIC campeã nos salários

Os cursos superiores nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) são os que proporcionam os salários médios mais elevados, destacando-se os cursos de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), Matemática e Estatística e Engenharia. Os cursos nas áreas da Saúde, Gestão e Administração e Direito também oferecem salários elevados para quem tem mestrado. Já os mestres em áreas como Educação e Serviços Sociais ganham, em média, cerca de metade do salário dos mestres em TIC.

Outros Conteúdos