Hoje, não
são apenas as famílias estrangeiras que decidiram vir morar para Portugal que põem
os filhos a estudar nos colégios internacionais. Também existem cada vez mais
famílias portuguesas que matriculam os filhos nestas escolas, procurando as
vantagens que oferecem. Estudar numa escola internacional à partida permitirá
aos alunos “desenvolverem competências linguísticas e interculturais de forma
mais destacada do que as que normalmente se encontram na maioria dos demais
projetos educativos, que também têm as suas vantagens”, começa por explicar Joana
Vieira, presidente da Direção da AEEP – Associação de Estabelecimentos de
Ensino Particular e Cooperativo.
Para Joana
Vieira, um fator importante, um benefício, é o facto de muitos destes
estabelecimentos oferecerem “currículos reconhecidos internacionalmente,
facilitando o acesso ao ensino superior em vários países e preparando os jovens
para ambientes profissionais internacionais”. Mas o mais importante – sublinha
a responsável – é que “a cada família seja dada a possibilidade de escolher a
escola dos seus filhos e que exista uma efetiva liberdade para as escolas
estruturarem o seu projeto educativo, o seu currículo e, tão importante quanto
estes fatores, que as escolas possam escolher com flexibilidade os seus
professores”.
Mais
fácil de entrar em universidades internacionais
Para Miguel
Ladeira Santos, CEO do Sharing Education Group, estudar num colégio
internacional oferece “inúmeras vantagens, sendo a mais óbvia um domínio a
nível nativo de outras línguas para além do português”. “A certificação
internacional obtida no final do ensino secundário oferece claras vantagens
para entrada em universidades internacionais, dependendo também do currículo
utilizado, e com a oferta internacional de universidades na Europa com
qualidade e sem custos a crescer todos os anos, mais famílias procuram uma
educação pré-universitária internacional para beneficiar destas opções”, afirma.
O CEO do Sharing
Education Group acrescenta que frequentar um colégio internacional expõe também
os alunos a diferentes culturas, algo cada vez mais importante num mundo cada
vez mais globalizado. “Temos alunos de mais de 70 nacionalidades nas
escolas do nosso grupo”, informa.
À vontade, longe da sua zona de conforto
Já Ana Paula Oliveira, CEO do
Astoria International School, aponta a
vantagem óbvia de estudar numa escola internacional que é a língua. Mas,
salienta, “seria redutor ficar por aí”. “Quem cresce entre idiomas e culturas
ganha uma desenvoltura difícil de ensinar de outra forma: adapta-se, lê
contextos, sente-se à vontade longe da sua zona de conforto. Depois há o lado
prático. Certificações como Cambridge, Trinity ou o IB funcionam como uma chave
que abre universidades dentro e fora do país. E o modelo pedagógico costuma ser
mais ativo, com o aluno no centro e o trabalho de projeto a substituir a aula
expositiva clássica.”