Herman José: “Apaixonar-me é raríssimo. E nunca sofro”

Herman José: “Apaixonar-me é raríssimo. E nunca sofro”
Raquel Lito 09 de novembro de 2014

Diz que o humor mais suave é culpa da ternura dos 60. Com um novo programa na RTP1, continua a perder-se por comida mas controla o apetite para manter um resto de sex appeal

A poucos minutos de entrar no décor no seu novo programa, Há Tarde, Herman José recebe a SÁBADO no camarim. É neste espaço exíguo, ao fundo de um dos corredores labirínticos da RTP, que passa as tardes, antes de entrar nos directos de três horas com uma receita que já domina: variedades, entrevistas intercaladas com humor e cozinhados gourmet que ajuda a confeccionar numa kitchenet para se sentir mais em casa (e, não, não há quaisquer afinidades com o saudoso Cozinho para o Povo, da afectada Filipa Vasconcelos do Tal Canal). O Herman de agora, com 60 anos e 40 de carreira, está mais pacífico, não quer rupturas e dá beijos a toda a gente. Irascibilidade? "É muito raro. Nos últimos cinco anos, só duas vezes. Sou muito calmo. Habituei-me à lei dos três tempos, só reajo ao quarto." 

Está a funcionar bem a parceria com Vanessa Oliveira? 

Sim, quer dizer, ela caiu no caldeirão de um tipo com mais 30 anos de prática e sempre em ebulição. Está a adaptar-se com uma rapidez assombrosa. Hoje foi o primeiro dia em que nos sentimos verdadeiramente encaixados. Ela tem um lado muito engraçado, já a comparei à Cristina Ferreira [apresentadora da TVI]. São carros de combate, temerárias. 

Há um toque seu no cenário? 
A divisão é minha, quase um open space, com várias zonas, e a cozinha como elemento estabilizador. Dá logo um ar de que estás em casa a receber amigos. 

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