Maçarocas, telefones ou vasos com cactos: as malas mais inusitadas da alta costura
As marcas apresentam carteiras com os formatos mais bizarros. Não são práticas nem funcionais, servem apenas para chamar a atenção.
Chamam-lhes "malas de brincar" pelos seus formatos excêntricos, irreverentes e até absurdos. Há para todos os gostos, desde sapos a panelas, passando por globos terrestres, gatos, girafas ou ferros de engomar. A mala de mão, ou clutch, relega a funcionalidade para segundo plano, afirmando-se apenas pelo prazer estético.
A coleção Cruzeiro 2027, de Louis Vuitton, desenhada por Nicolas Ghesquière e apresentada em maio, no The Frick Collection de Nova Iorque, ficou marcada pelos seus acessórios escultóricos e de estética pop. Entre os que mais destacados foi a carteira em forma de pilar neoclássico, cor de pedra, com detalhes dourados.
Dos mil aos 4 mil euros
Ainda assim, nada bate a excentricidade das Moschino Collector Bags. Sob a direção criativa do argentino Adrian Appiolaza (que, entretanto, saiu) a marca italiana apresentou uma das coleções mais inusitadas e comentadas do ano. O desfile Outono/Inverno 2026-2027 mostrou pequenas malas com formatos bizarros: um telefone de disco retro, um cacto num vaso, uma garrafa de champanhe, uma baguete, uma maçaroca, esparguete ou fatia de pizza.
Não são práticas nem funcionais, mas, para as marcas, são peças de expressão máxima da moda como arte e, sobretudo, uma forma de chamar a atenção. Estas peças são pensadas para ser fotografadas, comentadas e tornarem-se virais. Os preços vão dos mil aos 4 mil euros.