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Manifestantes pelo direito à habitação vão pernoitar no Porto

Lusa 12 de outubro de 2026 às 21:38

Manifestação começou no sábado.

Os manifestantes pelo direito à habitação que estavam acampados desde sábado na Praça de D. João I, no Porto, cujas tendas foram removidas hoje de manhã por forças policiais, decidiram que vão pernoitar esta segunda-feira neste espaço.

Manifestação pelo direito à habitação no Porto FERNANDO VELUDO/LUSA

A decisão foi tomada pelas 21:05, durante uma assembleia que começou às 19:30, altura em que estavam "cerca de 200 pessoas" na Praça de D. João I, de acordo com dados pela PSP no local.

Naquela praça do centro do Porto estiveram desde sábado e até ao início da manhã de hoje cerca de 60 tendas montadas num protesto contra o aumento do custo de vida, os preços da habitação, o aumento do custo dos combustíveis e o "aumento da dificuldade de viver que apenas deixa sobreviver".

Pelas 06:30, a Polícia Municipal retirou as tendas do local, argumentando que estavam a ocupar o espaço público e que não tinham autorização para tal.

Segundo explicou a Câmara Municipal do Porto, em comunicado, aquele acampamento estava a ocupar indevidamente o espaço público, razão pela qual foi retirado pelas autoridades.

A autarquia presidida por Pedro Duarte (PSD/CDS/IL) referiu que "a ocupação da Praça D. João I através da instalação de um acampamento foi avaliada pelas entidades competentes e forças de segurança, a quem cabe atuar em conformidade com a lei, não permitindo a ocupação ilegal e degradação do espaço público".

"Nesse sentido, na manhã de hoje, deu-se início a uma ação conjunta entre a PSP, a Polícia Municipal e a Porto Ambiente [empresa municipal], para remover os objetos que ocupavam indevidamente o espaço público da Praça D. João I", justificou a autarquia.

No sábado, cerca de 1.500 pessoas manifestaram-se no Porto em protesto contra o aumento do custo de vida e da habitação.

A concentração foi organizada pela plataforma "Não dá mais para viver assim", que promoveu protestos também em cidades como Aveiro, Braga e Lisboa.

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