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Irão: Omã salienta que segurança de Ormuz está ligada à segurança de toda a região

Lusa 20 de agosto de 2026 às 21:43

O chefe da diplomacia de Omã reiterou o compromisso do sultanato com "a segurança marítima e o Direito Internacional".

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã afirmou esta quinta-feira que a segurança no estreito de Ormuz está ligada à segurança e à prosperidade de toda a região e sublinhou o compromisso de dar prioridade à via diplomática.

Estreito de Ormuz Foto AP/Asghar Besharati

"A segurança da navegação através do estreito de Ormuz está intimamente ligada à segurança e à prosperidade da região", afirmou Badr Al-Busaidi, em declarações ao lado do homólogo japonês, Toshimitsu Motegi, que hoje visitou Mascate.

Desta forma, o chefe da diplomacia de Omã reiterou o compromisso do sultanato com "a segurança marítima e o Direito Internacional", salientando o trabalho para "reduzir as tensões e dar prioridade ao diálogo, à diplomacia e às soluções pacíficas", informou posteriormente o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã num comunicado.

Do lado do Japão, um dos países afetados pela instabilidade no estreito de Ormuz, Motegi agradeceu ao homólogo de Omã pelos fornecimentos estáveis de petróleo e gás natural liquefeito e assegurou a intenção de Tóquio de alargar a cooperação no domínio energético.

Quanto à situação regional, o ministro japonês reafirmou a vontade de prosseguir a coordenação entre os dois países para "reduzir a intensidade das tensões na região e apoiar a liberdade e a segurança da navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el Mandeb".

Teerão, que insiste em controlar o estreito de Ormuz no futuro, anunciou recentemente avanços nas suas negociações com Mascate para estabelecer rotas marítimas seguras através do estreito, sem contar com os Estados Unidos.

Na sequência dessas declarações, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou na segunda-feira bombardear "sem piedade" Omã --- país aliado de Washington --- caso este se intrometa no diálogo entre Washington e Teerão sobre o controlo do estreito de Ormuz.

Ainda na conferência de imprensa conjunta com Badr Al-Busaidi, o chefe da diplomacia japonesa advertiu que "a situação com o Irão encontra-se numa fase crítica" e manifestou a sua esperança de que "se realizem mais conversações construtivas para reduzir as tensões o mais rapidamente possível, garantindo a liberdade de navegação nos estreitos de Ormuz e de Bab el Mandeb".

O estreito de Bab el Mandeb situa-se na foz do mar Vermelho e também está ameaçado pelos rebeldes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão.

O conflito entre Teerão e Washington parece entrar agora numa nova fase após o Presidente norte-americano ter anunciado na quarta-feira uma "guerra económica" contra a República Islâmica.

Hoje, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, detalhou que essa guerra económica estende-se a todos os países que mantêm trocas económicas com o Irão e avisou os aliados que não apoiem a ofensiva económica contra o Irão estarão contra Washington.

Bessent apelou ainda à China, um dos principais parceiros do Irão, para "se alinhar" caso deseje "ver o estreito [de Ormuz] reaberto e os preços da energia a baixarem".

Teerão respondeu classificando as medidas norte-americanas como "terrorismo económico".

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