
Primeira-ministra tailandesa destituída após divulgação de telefonema com ex-líder do Camboja
Tribunal determinou que Paetongtarn Shinawatra colocou os seus interesses pessoais à frente da nação.
Tribunal determinou que Paetongtarn Shinawatra colocou os seus interesses pessoais à frente da nação.
Thaksin Shinawatra, ex-primeiro ministro da Tailândia, visitou, este sábado, os deslocados pelos combates na fronteira com o Camboja. O antigo líder, afastado da política mas ainda influente, ajudou na cozinha de um centro de acolhimento.
O novo ministro do Interior, Phumtham Wechayachai, de 71 anos, substitui Suriya Jungrungreangkit, que assumiu o cargo de primeiro-ministro interino após a justiça ter suspendido, na terça-feira, a primeira-ministra Paetongtarn Shinawatra.
Cerca de 30 senadores conservadores acusam Paetongtarn Shinawatra de "grave violação ética".
Paetongtarn torna-se a terceira figura da família Shinawatra à frente dos destinos da Tailândia, depois do pai, deposto por um golpe de Estado, e da tia Yingluck Shinawatra, que vive no exílio. É também a segunda mulher e a líder mais jovem, com 37 anos, a ocupar o cargo.
Várias "pequenas explosões" provocaram dois feridos de nacionalidade tailandesa. Autoridades pedem que se evitem situações de pânico.
Cerca de 51 milhões de tailandeses são chamados a votar nas eleições que foram adiadas meia dúzia de vezes pela junta militar desde que assumiu o poder em maio de 2014.
Yingluck Shinawatra exilou-se no Dubai e queixa-se de perseguição política.
Exército assume o controlo para "restaurar a lei e a ordem" após vários meses de protestos violentos entre apoiantes do governo e da oposição
O exército tailandês declarou lei marcial no país, com a ressalva de não se tratar de um golpe de Estado, depois de meses de protestos contra o governo, que causaram 28 mortos e centenas de feridos.
O Supremo Tribunal da Tailândia emitiu esta quinta-feira um mandado de captura contra o antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, na mais recente acusação de abuso de poder contra o governante deposto.
Foram milhares os que doaram sangue como forma de protesto contra o primeiro-ministro tailandês
Foram milhares os que doaram sangue como forma de protesto contra o primeiro-ministro tailandês