
Ação contra alegada poluição da Siderurgia Nacional começa a ser julgada
Moradores da Aldeia de Paio Pires, no Seixal, queixam-se há seis anos da existência de um pó preto, que se acumula nas ruas, varandas e veículos
Moradores da Aldeia de Paio Pires, no Seixal, queixam-se há seis anos da existência de um pó preto, que se acumula nas ruas, varandas e veículos
A Quercus advertiu que a empresa em causa poderia ser uma das indústrias que tem contribuído para os "sucessivos episódios" de poluição em Paio Pires.
O pó depositado nas varandas e nos automóveis em Paio Pires, perto da siderurgia, não constitui perigo para a saúde, revela estudo. Contudo, não foram analisadas as partículas mais pequenas e potencialmente perigosas.
Desde o início do ano que os carros e casas de Paio Pires têm estado cobertos por um pó branco difícil de sair, mas desde 2014 que se verifica um pó negro.
O grupo cívico Os Contaminados decidiu colocar uma ação em tribunal contra o Estado para "fazer respeitar as normas ambientais".
"O objetivo deste apelo é constituir prova física, para mostrar os níveis de poluição que nos afeta", afirma membro do grupo de moradores.
Carros ficam cobertos de partículas de pó que não saem.
Projeto pretende estudar tóxicos que se acumulam em bivalves e peixes e cuja ingestão pode causar problemas à saúde humana.
Moradores queixam-se de poluição produzida pela Siderurgia.