Zelensky propõe cessar-fogo para alvos energéticos
Zelensky tinha acusado no sábado a Rússia de intensificar os seus ataques contra a Ucrânia em vez de responder à sua proposta de uma trégua durante o período da Páscoa ortodoxa.
Zelensky tinha acusado no sábado a Rússia de intensificar os seus ataques contra a Ucrânia em vez de responder à sua proposta de uma trégua durante o período da Páscoa ortodoxa.
O representante do Governo de Zelensky afirmou que "o mais provável é que se trate de uma operação de bandeira falsa russa, no âmbito da forte ingerência de Moscovo nas eleições húngaras".
O pedido surge na sequência do aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra dos EUA e Israel contra o Irão.
Houthis do Iémen apoiam Irão e estão a postos para fechar a passagem que no Médio Oriente tem sido a alternativa a Ormuz.
Desde o começo da agressão russa à Ucrânia, a Hungria, não obstante ter eventualmente dado apoio aos diversos pacotes de sanções, tem sido o maior obstáculo a qualquer apoio a Kyiv.
O chefe do Governo húngaro, o líder da União Europeia (UE) mais próximo de Moscovo, explicou que "o fornecimento [de gás] será bloqueado gradualmente", sem especificar um prazo para a suspensão prevista.
O crude West Texas Intermediate (WTI) também estava a cair 3,73%, cotado a 92,62 dólares.
Kiev diz que está a "envidar todos os esforços" para reparar os danos e retomar o transporte de petróleo para a Europa Central.
O Departamento do Tesouro norte-americano emitiu uma licença que autoriza a venda durante um mês de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes de quinta-feira.
"Estão a forçar-me a restabelecer o Druzhba", declarou o presidente da Ucrânia a um grupo de jornalistas.
Órban acusou diretamente o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "querer punir as famílias e os empresários húngaros com o bloqueio do petróleo".
O primeiro-ministro ultra nacionalista disse que o Governo de Budapeste não quer financiar o esforço de guerra e "não quer pagar mais pelos recursos energéticos".
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungia, Peter Szijjarto, anunciou que iria bloquear a adoção desse pacote, acusando a Ucrânia de impedir entregas de petróleo russo ao seu país através do oleoduto Druzhba.
A Hungria e a Eslováquia alegam que o oleoduto já está em condições de retomar o fornecimento de petróleo russo aos dois países da Europa Central, que têm isenções para importar crude de Moscovo.
O primeiro-ministro húngaro acusa a Ucrânia de "chantagem" por bloquear o fornecimento de petróleo à Hungria através do oleoduto Druzhba.
Ministro Energia apelou a todas as partes para que "mantenham a infraestrutura energética fora desta guerra".