O povo é mansinho
Um país envelhecido, mais preocupado em manter o que tem do que em ter o que lhe falta, deixa-se ir na inércia.
Um país envelhecido, mais preocupado em manter o que tem do que em ter o que lhe falta, deixa-se ir na inércia.
Há um pai e um filho de costas voltadas, gás lacrimogéneo à porta do palácio e forças policiais. Depois, um tio que não reconhece o casamento do sobrinho, marcado para novembro. Dois ramos disputam a sucessão e, pelo meio, vem à tona uma denúncia: um português pagou 30 mil euros para ser conde, através de um diploma alegadamente emitido em nome da Casa Imperial. O Ministério Público investiga.
Presidente da República apelou à colaboração entre PS e PSD.
O líder socialista defendeu que tem "propostas alternativas para garantir segurança aos proprietários e também segurança aos inquilinos".
As medidas serão submetidas agora à votação de uma comissão permanente e já não ao plenário que as 'chumbou' na semana passada.
Manifestações estendem-se há vários dias, na sequência do chumbo de medidas de apoio à habitação pelo parlamento.
A rejeição de medidas de emergência para aliviar os custos da habitação levou, este sábado, milhares de pessoas a manifestarem-se na capital espanhola. Os protestos, que também aconteceram em Barcelona e Valência, exigem maior proteção para os inquilinos e habitação a preços acessíveis.
Chumbo abre portas a eleições antecipadas.
PP, Vox e Juntos pela Catalunha anunciaram esta sexta-feira que iriam votar contra os dois decretos aprovados pelo conselho de ministros do governo socialista.
A Assembleia da República debate e vota, esta tarde, a proposta de autorização legislativa do Governo para rever o regime de arrendamento urbano.
O governo espanhol aprovou, esta terça-feira, em Conselho de Ministros medidas que visam a proteção dos inquilinos do despejo e que impedem a aquisição de imóveis por parte dos fundos de investimento. A decisão surge enquanto milhares de pessoas continuam acampadas na praça Puerta del Sol, no centro da capital espanhola, contra a crise na habitação.
Principais medidas apontam para despejos mais fáceis e mais dinheiro para aceder a contratos.
Os protestos têm-se sucedido na última semana em várias cidades de Espanha, com especial dimensão em Madrid, depois do despejo pela polícia de Maricarmen Abascal, de 87 anos, do apartamento no centro da capital espanhola em que viveu desde 1956.
Prédio onde a idosa vivia foi adquirido por uma empresa, que aumentou a renda em 275%. Aflita, Maricarmen acabou por se envolver numa batalha judicial com a Urbagestión. Os tribunais deram razão à imobiliária e ordenaram o despejo da mulher, que foi retirada à força numa maca. A situação levou o primeiro-ministro espanhol a propor um decreto-lei para habitação, apelidado de "decreto Maricarmen", que foi aprovado na terça-feira em conselho de ministros.
Caso de Maricarmen transformou-se num símbolo contra a crise na habitação nas cidades espanholas e europeias.