Vacinação em zonas de guerra. Médicos Sem Fronteiras falam em situação "devastadora"
Organização apelou a um reforço do financiamento para evitar catástrofes a nível de saúde global.
Organização apelou a um reforço do financiamento para evitar catástrofes a nível de saúde global.
A representação no Haiti da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou na terça-feira para estes combates e, devido ao agravamento da situação, decidiu retirar temporariamente um dos seus hospitais em Cité-Soleil.
A SÁBADO falou com Lou Cormack, dos Médicos Sem Fronteiras, e com Mónica Ferro, do Fundo das Nações Unidas para a População, sobre os impactos dos cortes no financiamento, que além de dificultarem o apoio imediato às populações têm impacto na economia dos países afetados.
A presença de homens armados e não identificados dentro do hospital Nasser motivaram a suspensão de atividades médicas não críticas.
Foram registados um total de 1.348 ataques a instalações médicas, que resultaram na morte de 1.981 pessoas, em 2025. O Sudão do Sul foi o país mais afetado.
MSF lembraram que 740 pessoas, 137 delas crianças, morreram nos últimos dias enquanto aguardavam tratamento médico.
Pascale Coisard, coordenadora de emergência dos Médicos Sem Fronteiras em Khan Younis, na Faixa de Gaza, relata as condições terríveis em que estão a viver bebés e crianças no enclave.
Multa de €3.330 foi aplicada depois de a embarcação ter atracado com 191 migrantes a bordo, entre os quais 23 menores não acompanhados, resgatados em águas territoriais líbias, em diversas operações de salvamento.
Em 2024, mais de 28.000 migrantes chegaram a Itália através da rota do Mediterrâneo Central, uma das mais perigosas do mundo.
Os Médicos Sem Fronteiras tinham dado conta de explosões perto do hospital esta sexta-feira e dizem não conseguir contactar com os médicos a trabalhar no hospital.
Depois de terem estado nove dias à deriva no Mar Mediterrâneo, um barco dos Médicos Sem Fronteiras conseguiu resgatar 70 pessoas, mas 30 morreram.
Os MSF avançam ter realizado 30.000 consultas médicas às pessoas em trânsito entre a Colômbia e o Panamá e exortam os governos dos dois países a estabelecerem rotas seguras.
Médicos Sem Fronteiras alertam para a necessidade de "fornecer água potável segura à população, porque a cólera é endémica na área e representa uma grande ameaça para todas as pessoas" que vivem em Goma, no nordeste da República Democrática do Congo.
O Sea-Watch 4 foi proibido de sair pelo porto de Palermo, na Sicília, após uma inspeção das autoridades, anunciaram as ONG Sea-Watch, United4Rescue e os Médicos Sem Fronteiras.
A MSF destaca que, desde abril até agora, 200.000 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas e vários centros de saúde foram destruídos pela violência, que aumentou na província de Ituri.
Ataque a maternidade administrada pelos Médicos Sem Fronteiras em Cabul deixou 24 pessoas mortas - incluindo recém-nascidos, mães e enfermeiras.