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Tribunal adia decisão sobre custódia da irmã do jovem que matou a mãe em Algés

Marta Rodrigues 31 de agosto de 2026 às 09:41

O adolescente de 15 anos que matou a mãe está nas mãos da justiça, enquanto a irmã foi entregue a uma família de acolhimento.

A menina de 4 anos que perdeu a mãe depois do irmão, de 15 anos, ter matado a progenitora, vai continuar ao cargo de uma família de acolhimento. O Tribunal de Família e Menores de Cascais adiou a decisão sobre a custódia, que deveria ser conhecida na quarta-feira. As famílias materna e paterna já pediram a guarda da criança, mas acabaram por regressar ao Brasil, de onde são naturais, sem saber o desfecho do caso. 

David Martins

A notícia é avançada esta segunda-feira pelo , a quem fonte judicial informou que o tribunal não notificou o pai da menor sobre a audiência desta semana. A juíza quer ouvi-lo, a 7 de setembro. O homem está a cumprir pena de prisão preventiva por violência doméstica contra a esposa, a mãe dos dois menores. 

O tribunal também pretende ver os relatórios sociais sobre a família do pai, pedidos a 4 de agosto (antes do crime), altura em que se ponderava a entrega dos irmãos a esse lado da família. 

O caso remonta a 12 de agosto, quando um jovem de 15 anos matou a mãe, de 33, com um golpe mata-leão. Dois dias depois, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste decidiu que o adolescente ficará internado num centro educativo em regime fechado, por três meses. A irmã, de 4 anos, estava na mesma casa quando o crime ocorreu. Os menores viviam num ambiente de violência há, pelo menos, um ano e já estavam sinalizados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

Além das agressões a que os filhos assistiram entre os pais, a mãe agredia e negligenciava os menores. Dias antes do homicídio, o rapaz terá tentado fazer queixa da mãe, apresentando vídeos que mostravam as agressões à irmã, mas não lhe foi permitido oficializar a denúncia por não estar acompanhado de um adulto. 

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